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O financiamento do setor bancário tunisiano às empresas do clã do presidente deposto Zine el Abidine Ben Ali e seus aliados chegou a 2,5 bilhões de dinares (equivalente a 1,3 bilhão de euros), informou nesta quarta-feira (16/02) o governador do Banco Central da Tunísia, Mustafa Kamel Nabli.

Em entrevista coletiva na capital tunisiana, Nabli afirmou que, dessa quantidade, 430 milhões de dinares (224 milhões de euros) foram concedidos sem garantia de reembolso.

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Segundo o governador, o setor bancário tunisiano financiou 182 empresas da família de Ben Ali e especialmente do conhecido como “clã dos Trabelsi”, integrado pelos parentes de sua mulher, Leila Trabelsi.

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Os 2,5 bilhões de dinares recebidos por eles, tanto dos bancos privados quanto públicos, representam 5% do total do financiamento realizado pelo setor bancário do país, ressaltou.

Nabli disse que 71% do financiamento concedido à família presidencial “é recuperável, já que havia garantias”, mas que os 430 milhões restantes “são créditos de risco e não há garantias de recuperá-los”.

O governador explicou que 1,3 bilhão de dinares foi emprestado para iniciar quatro projetos da família, dois deles relacionados a empresas de telefonia celular das quais os genros de Ben Ali eram os principais acionistas.

Outro projeto foi o de uma empresa que é propriedade de Belhassan Trabelsi, irmão da mulher do ex-presidente.

O “clã dos Trabelsi” era especialmente criticado pelos tunisianos, que os acusavam de ter se apoderado durante décadas sem nenhum pudor de grande parte das riquezas do país.

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Ben Ali e aliados receberam 1,3 bilhão de euros de bancos tunisianos

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