Quarta-feira, 10 de junho de 2026
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A ilha de Barbados, no Caribe, se tornou nesta terça-feira (30/11) a mais nova república do planeta e rompeu seus laços com o colonialismo britânico. Independente desde a década de 1960, o país ainda mantinha a rainha Elizabeth II como chefe de Estado.

A cerimônia ocorreu na presença do príncipe Charles e marcou a posse de Sandra Mason, até então governadora-geral de Barbados, como primeira presidente na história da ilha caribenha.

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Em discurso de posse, Mason declarou que “a República de Barbados zarpou para sua viagem inaugural”, reconhecendo o mundo “complexo, fraturado e turbulento” em que o país precisará navegar.

“Nossa nação precisa sonhar sonhos grandes e lutar para realizá-los”, acrescentou. A proclamação da república encerra quatro séculos de submissão ao trono britânico, incluindo mais de 200 anos de escravidão, abolida apenas em 1834.

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Em uma iniciativa que tinha sido debatida há anos, a primeira-ministra Mia Mottley havia anunciado em 2020 que Barbados, uma ex-colônia do Reino Unido, se tornaria uma república em novembro de 2021 no 55º aniversário da sua independência, afastando a rainha britânica.

“Desde os dias mais sombrios de nosso passado e a terrível atrocidade da escravidão, que mancha nossa história para sempre, o povo dessa ilha forjou seu caminho com extraordinária firmeza”, reconheceu Charles.

País encerrou quatro séculos de submissão ao trono britânico; cidadã mais da ilha, a cantora Rihanna foi proclamada heroína nacional

Pixabay

Barbados se tornou oficialmente república após séculos de submissão ao trono britânico

A cerimônia também contou com a presença da cidadã mais ilustre do país, a cantora Rihanna, proclamada como heroína nacional. “Que você continue brilhando como um diamante e trazendo honra para nossa nação”, declarou a primeira-ministra Mia Mottley.

Com cerca de 280 mil habitantes, Barbados vive sobretudo do turismo, setor duramente afetado pela pandemia da covid-19 e que depende dos visitantes britânicos.

No entanto, ativistas de movimentos negros acreditam que a proclamação da república é um primeiro passo para obter reparações financeiras pelos mais de dois séculos de escravidão, período que moldou as profundas desigualdades vistas no país atualmente. 

A última vez que a rainha Elizabeth II foi removida do cargo de chefe de Estado foi em 1992, quando a ilha de Maurício, situada no oceano Índico, proclamou-se uma república.

(*) Com Ansa e Sputnik.