Banco Mundial aprova reforma para aumentar participação de países emergentes
Banco Mundial aprova reforma para aumentar participação de países emergentes
Durante uma reunião de primavera realizada neste domingo (25/04) em Washington, o Bird (Banco Mundial) aprovou uma reforma que deve aumentar o poder de voto de países emergentes e em desenvolvimento e eleva seu recurso em 86,2 bilhões de dólares, o equivalente a 151,6 bilhões de reais.
Com a mudança, os emergentes ganham um aumento de 3,13 pontos percentuais em seu poder de voto, totalizando 47,19%. As novas regras já estavam previstas desde a reunião de outubro do ano passado, na Turquia, e foram aprovadas pelos 186 países que integram a instituição.
Agora, o poder de voto do Brasil no Bird passará de 2,06% para 2,24%. A China, por sua vez, está em terceiro lugar, atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão.
“O endosso da mudança no poder de voto é crucial para a legitimidade do Banco”, disse o presidente do Bird, Robert Zoellick, em entrevista coletiva após a reunião deste domingo.
A reivindicação dos emergentes por maior poder de decisão, tanto no Bird quanto no FMI (Fundo Monetário Internacional), ganhou visibilidade com a crise econômica mundial, na qual esses países sofreram relativamente menos e da qual se recuperaram mais rápido do que as economias avançadas.
“Os países em desenvolvimento são fontes cruciais de demanda para esta recuperação e, com o tempo, podem se tornar múltiplos polos de crescimento. O Banco Mundial deve mudar para reconhecer essas novas realidades”, afirmou Zoellick.
Os emergentes reivindicam 50% do poder de voto. Para Zoellick, os 47% aprovados já são “um passo significativo”.
“Eu espero que os países em desenvolvimento obtenham paridade ao longo do tempo”, disse o presidente do Bird, ao defender que uma revisão da estratégia deve ser feita em 2015.
O aumento do capital aprovado hoje é o primeiro do Bird em mais de 20 anos.
Mais cedo, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, havia afirmado que os membros do Bird concordaram em colocar mais capital na instituição e dar mais voz aos países em desenvolvimento.
“O capital adicional significa que nós não vamos mais enfrentar a possibilidade de ter de cortar nossos empréstimos neste ano”, disse Zoellick.
O Bird também aprovou uma estratégia pós-crise econômica mundial, que inclui o “foco nos pobres e vulneráveis”, especialmente na África Subsaariana, a criação de oportunidades de crescimento, com atenção especial para agricultura e infraestrutura, e a promoção de ações globais em questões como mudanças climáticas, comércio, agricultura, segurança alimentar, energia, água e saúde.
A nova estratégia prevê ainda o fortalecimento da governança e dos esforços contra a corrupção e a preparação para enfrentar crises futuras.
*Com agências internacionais
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