Banco Mundial: América Latina fez "o que devia" para vencer crise
Banco Mundial: América Latina fez "o que devia" para vencer crise
A vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, Pamela Cox, afirmou hoje (15) que a maioria dos países da região resolveu bem a crise econômica.
“Eles reduziram sua dívida externa e reformaram seu sistema financeiro. Aprenderam com as lições do passado e aplicaram-nas agora, o que permitiu sair da crise”, disse Cox em entrevista à agência de notícias espanhola Efe em Foz do Iguaçu (PR), onde participa da segunda Conferência Latino-Americana de Saneamento.
No entanto, Cox reconheceu que a crise afetou “e muito” alguns países da América Central e do Caribe, por causa dos laços estreitos que eles têm com os Estados Unidos – principal mercado para exportações e origem da maioria das remessas que recebem.
Essas economias “estavam muito ligadas à dos EUA, o que transformou em países muito mais vulneráveis à crise”, disse.
Apesar das dificuldades surgidas no panorama econômico mundial, Cox defendeu a atuação dos governos e instituições multilaterais de crédito. “Durante a crise, o BM fez mais empréstimos do que nunca. Só em 2009, investimos 14 bilhões de dólares na América Latina – três vezes o que tínhamos investido anteriormente”, contou.
A instituição financeira deve pedir um aumento de capital devido à magnitude dos empréstimos realizados durante o período da crise financeira.
Brasil como exemplo
Quanto às desigualdades sociais que persistem na América Latina, apesar das previsões do Banco Mundial de que a região crescerá 3% em 2010, Cox ressaltou que o crescimento econômico não é suficiente para combater a pobreza e deve vir acompanhado da aplicação correta de determinadas políticas sociais.
“O Brasil é um exemplo perfeito”, disse a vice-presidente. Ela explicou que, entre 2002 e 2008, o país reduziu seu nível de pobreza pela metade, mas também combateu as desigualdades com programas como o Bolsa-Família.
Sobre o saneamento, tema da reunião em Foz do Iguaçu, Cox comentou que vários estudos do Banco Mundial demonstram que as crianças que cresceram em zonas com acesso a serviços básicos têm mais probabilidades de concluir a escola e conseguirem melhores empregos.
“Investir em saúde tem uma relação direta com a saída da população da pobreza”, apontou a vice-presidente do banco. Este ano a organização investirá 2,6 bilhões de dólares em projetos de tratamento de água e saneamento na América Latina.
Reação rápida
Cox ressaltou, além disso, a intervenção rápida do Banco Mundial nos recentes terremotos no Haiti e Chile, “dois países em extremos totalmente opostos no que se refere ao desenvolvimento e à pobreza”.
Além de uma ajuda imediata de 100 milhões de dólares, o banco deve aprovar nesta quinta-feira (18) um novo projeto com um orçamento de 65 milhões de dólares para ajudar o governo haitiano na reconstrução do país.
Junto com o FMI, o BM também cancelou uma dívida no valor de 1,2 bilhão de dólares do Haiti e está à espera das indicações do novo governo chileno para definir a ajuda ao país.
Siga o Opera Mundi no Twitter
NULL
NULL
NULL























