Ban justifica presença de Uribe em comissão sobre ataque israelense a flotilha
Ban justifica presença de Uribe em comissão sobre ataque israelense a flotilha
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, defendeu nesta segunda-feira (9/8) a designação do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe na comissão que investigará o ataque israelense à frota que levava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, em maio.
A comissão terá sua primeira reunião de trabalho amanhã, em Nova York.
Ban também rejeitou as críticas segundo as quais o mandato da investigação internacional é frágil demais para averiguar as supostas responsabilidades dos militares israelenses no incidente de 31 de maio, no qual nove pessoas foram mortas.
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“Estou agradecido pelo espírito de participação construtiva que tornou possível esta comissão, que não tem precedentes. Confio que esta iniciativa contribuirá para a estabilidade regional”, disse o secretário-geral da ONU nesta segunda-feira (9/8) em entrevista coletiva.
Nesta terça-feira (10/8), Ban se reunirá na sede da organização com Uribe e os outros três membros da comissão de investigação: o ex-primeiro-ministro da Nova Zelândia Geoffrey Palmer, que será o presidente do comitê; o representante israelense, Yosef Ciechanover; e o representante turco, Ozden Sanberk.
A participação do ex-presidente colombiano, que deixou o cargo neste sábado (7/8), gerou críticas, particularmente na Colômbia, entre os que questionam a credibilidade de Uribe para defender o direito internacional.
Um grupo de ONGs e ativistas que defendem os direitos Humanos enviaram na semana passada uma carta a Ban na qual lembravam ações polêmicas protagonizadas pelo governo de Uribe, como o ataque contra um acampamento guerrilheiro em solo equatoriano no dia 1º de março de 2008.
Ban afirmou nesta segunda-feira (9/8) que leva em conta as preocupações despertadas pela escolha de Uribe, mas ressaltou que o colombiano tem toda sua confiança.
A comissão de investigação deve apresentar suas primeiras conclusões em meados de setembro.
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