Avião sequestrado em Cancún com 104 passageiros aterrissa no México
Avião sequestrado em Cancún com 104 passageiros aterrissa no México
Um avião procedente de Cancún, no Caribe mexicano, aterrissou hoje (9), na Cidade do México, controlado por sequestradores que ameaçavam detonar explosivos se não fossem recebidos pelo presidente do país, Felipe Calderón. Eles foram rendidos após uma hora e meia e os 104 passageiros, libertados sem ferimentos.
O voo 576 da Aeroméxico aterrissou por volta das 13h40 (hora local) no Aeroporto Internacional da Cidade do México e ficou isolado na pista, vigiado por equipes da Secretaria de Marinha Armada do México, segundo informações do jornal mexicano El Universal.
Mario Gusmán/EFE

Policiais detiveram sequestradores do voo 576 da Aeroméxico após aterrissagem na Cidade do México
Os sequestradores pediram que o capitão do Boeing 737 desse sete voltas ao redor da Cidade do México, o que não foi possível devido às limitações de combustível da aeronave.
Em coletiva de imprensa realizada hoje no aeroporto, o secretário de Segurança Pública, Genaro García Luna, afirmou que o responsável pelo sequestro do voo seria o pastor protestante José Mar Flores Pereira, um boliviano de Santa Cruz, de 44 anos, que vivia há 17 anos no México.
Segundo o relato do secretário, Pereira teria sequestrado o avião por motivações religiosas, devido a uma “revelação divina” que haveria guiado suas ações, sendo hoje 09/09/09. O sequestrador haveria explicado à polícia que escolheu a data porque, invertida, resulta em 666, o “número da Besta”.
O pastor boliviano foi apontado como responsável pelo sequestro e, de acordo com o secretário, queria alertar o presidente sobre um terremoto e “uma revelação divina”.
No entanto, o embaixador da Bolívia no México, Jorge Mansilla Torres, negou a participação de bolivianos no caso.
Muitos dos passageiros do voo 576 afirmaram não ter notado nenhuma movimentação suspeita durante a viagem. “Não houve gritos. Estava tudo tranquilo. Só percebemos algo estranho quando aterrissamos e nos vimos cercados por policiais”, relatou a passageira Marisa López.
Apesar do ocorrido, o aeroporto da Cidade do México opera normalmente.
Procedimentos
De acordo com o manual de procedimentos aéreos do México, em caso de seqüestro durante o vôo, a tripulação tem que fazer todo o possível para impedir que os agressores entrem na cabine de comando.
Isso porque os controladores se comunicam com os pilotos por interfone e entre eles há um código para avisar sobre emergências.
Além disso, a porta de acesso à cabine de comando são blindadas, uma medida adotada após os atentados de 11 de setembro de 2001.
Segundo informações do jornal El Universal, o manual de procedimentos indica ainda que a tripulação não deve tentar proceder de forma heroica, mas sim realizar o trabalho de forma natural, quanto possível, para não irritar o sequestrador. Em terra, o controle da situação é assumido por autoridades federais.
* Com informações de Federico Mastrogiovanni, da Cidade do México
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