Segunda-feira, 4 de maio de 2026
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A decisão do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de romper as relações diplomáticas com a Colômbia teve apoio das autoridades do poder legislativo e eleitoral do país. A medida foi tomada nesta quinta-feira (22/7) em resposta a acusações feitas pelo embaixador colombiano na OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Alfonso Hoyos, que apresentou supostas provas de que as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o ELN (Exército Nacional de Libertação) teriam relação com o governo em Caracas.

De acordo com a agência de notícias cubana Prensa Latina, a presidente do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) da Venezuela, Tibisay Lucena, informou que estão cancelados os convites feitos a autoridades colombianas para participar como observadores nas próximas eleições presidenciais, em setembro.



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Da mesma forma, a presidente da Assembleia Nacional, Cilia Flores, apoiou a decisão de Chávez e afirmou que os documentos levados pelo embaixador colombiano à OEA fazem parte de uma manobra orquestrada pelo presidente recém-eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que ela acusou estar com ódio da Venezuela.

Entretanto, Flores acredita que, futuramente, as relações entre Colômbia e Venezuela podem tomar outro rumo. “O restabelecimento dos laços dependem da posição de respeito que Santos assumirá”, disse.

Ponto único

Já o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, declarou que o rompimento das relações diplomáticas com Bogotá é “a culminação de uma política de guerra do governo colombiano”, segundo a agência de notícias italiana Ansa.

Em entrevista coletiva à tarde, o diplomata tentou desvincular o povo da Colômbia, “irmão dos venezuelanos”, do governo de Uribe. Desde 2008, disse Maduro, o presidente colombiano “vem atacando” os países vizinhos de forma ofensiva, como no bombardeio a um acampamento das Farc em território equatoriano. A ação fez com que Quito também rompesse os laços com a Colômbia na época.

Apesar disso, Maduro ressaltou que “as relações comerciais e econômicas atingiram um ponto único na História” e que isso não deverá ser alterado em decorrência dos atritos recentes entre os países. Desde julho de 2009, Bogotá e Caracas congelaram os laços diplomáticos devido uma denúncia colombiana de que Chávez contrabandeava armas para grupos criminosos.

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Autoridades venezuelanas apoiam rompimento com Colômbia

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