Sábado, 16 de maio de 2026
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As autoridades australianas encerraram as buscas por sobreviventes do naufrágio de um barco com dezenas de imigrantes ilegais perto da ilha de Christmas, no Oceano Índico. Foram confirmadas 30 mortes e 42 desaparecimentos.

“Não há mais esperanças razoáveis de que alguém ainda esteja vivo em alto-mar”, mas as equipes de resgate continuarão rastreando o litoral com mergulhadores do Departamento de Alfândegas, disse uma nota da polícia australiana neste sábado (18/12).

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O barco pesqueiro de bandeira Indonésia levava imigrantes ilegais quando bateu contra rochas perto da costa da ilha.

A primeira-ministra australiana, Julia Gillard, lamentou que talvez nunca sejam encontrados os corpos das pessoas desaparecidas porque não se sabe quantas pessoas estavam a bordo da embarcação. Ela reiterou que a Alfândega irá investigar os fatos para constatar se houve negligências.

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Membros do Partido Verde (oposição) e ativistas dos direitos dos imigrantes ilegais pediram que seja aberta uma comissão independente para as investigações, pois eles não entendem como o potente radar militar de Christmas não detectou a embarcação.

Enquanto isso, cerca de 100 imigrantes ilegais presos pela Austrália na Ilha Christmas protestaram neste sábado (18/12) pelas condições às quais estão submetidos, dias depois de cerca de 30 clandestinos terem morrido em um naufrágio próximo ao local.

Na sexta-feira, foram realizadas duas manifestações pacíficas no centro de prisão de imigrantes irregulares no Oceano Índico, informou a agência de notícias australiana AAP. Os protestos aconteceram sem incidentes e aproveitaram a presença da mídia para denunciar a situação dos clandestinos na chamada “ilha-prisão”.

Demora

Relatos de testemunhas, entre elas algumas vítimas da tragédia de quarta-feira, disseram que os imigrantes poderiam ter sido salvos se a marinha australiana não tivesse demorado tanto para intervir. Os imigrantes também denunciaram a má qualidade da comida e pediram ajuda à ONU.

As autoridades australianas reconheceram que há dias as instalações nas quais vivem cerca de seis mil clandestinos em Ilha Christmas estão sem energia elétrica devido a um blecaute ainda não solucionado.

Milhares de imigrantes vão para a Austrália a cada ano em busca de trabalho e de uma vida melhor, e 2% destes pedem asilo por virem de zonas de conflito, como Afeganistão, Iraque e Sri Lanka.

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Austrália interrompe buscas por mais sobreviventes de naufrágio

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