Domingo, 10 de maio de 2026
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Ativistas europeus protestaram, na última quarta-feira (22/01), contra o gesto feito pelo bilionário Elon Musk que remete à saudação nazista logo após a posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

As organizações britânica Led By Donkeys (Liderados por Burros, em tradução livre) e alemã Zentrum für Politische Schönheit (Centro para a Beleza Política) projetaram a imagem de Musk fazendo o gesto similar ao dos seguidores de Adolf Hitler na fachada de uma fábrica da Tesla, empresa automotiva fundada pelo empresário, em Berlim.

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Philipp Ruch, fundador do Zentrum für Politische Schönheit, disse à AFP que Musk fez uma saudação semelhante à que “os neonazistas norte-americanos praticaram durante anos”.

O gesto de Musk aconteceu após o empresário ressaltar que a posse de Trump “marcou um ponto de virada para a civilização humana” e expressar sua empolgação com os planos de pousar uma missão tripulada em Marte durante o segundo mandato de Trump.

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“Só quero agradecer a vocês por fazerem isso acontecer”, disse o bilionário, antes de bater com a mão direita no peito, com os dedos abertos, e estender o braço direito em uma diagonal para cima, com os dedos juntos e a palma da mão voltada para baixo.

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Além do gesto de Musk, foi projetada a palavra “Heil” – que era usada como um grito clássico dos nazistas para saudar a imagem de Hitler – ao lado do logotipo da Tesla, formando a frase “Heil Tesla”.

O ato refere-se ao apoio nazista dos compradores de carros da Tesla: “compre um tesla, apoie o fascismo”, escreveu a Led By Donkeys na rede social X, também pertencente a Musk.

As organizações, que têm um histórico de atos contra Musk, afirmaram que seu ato tem como objetivo “combater o braço comercial do fascismo”. “O homem mais rico do mundo está promovendo a extrema direita na Europa. Não compre um Tesla”, declararam.

manifestação contra Musk na Alemanha

Reprodução / Led By Donkeys/X
Protesto das organizações europeias na Tesla, fundada por Musk, na Alemanha

Entidades ficam em silêncio

No Brasil, em comunicado publicado na terça-feira (21/01), o coletivo Vozes Judaicas por Libertação criticou o fato de que “as principais entidades sionistas (do Brasil) permanecem em um silêncio constrangedor” com relação ao aceno de Musk.

A nota também ironiza o fato de que o silêncio das entidades sionistas brasileiras com relação à saudação de Musk é uma “postura muito diferente da adotada para perseguir ativistas, professores e estudantes críticos a Israel, sob a fantasia de defesa da nossa comunidade”.

Netanyahu defende Musk

Já o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, saiu em defesa do bilionário na discussão sobre o gesto que ele fez na posse de Trump.

“Elon é um grande amigo de Israel”, publicou Netanyahu no X, mídia social de propriedade de Musk, acusada de disseminar o antissemitismo e outras formas de racismo desde que ele a assumiu em 2022.

O jornal israelense Haaretz descreveu o gesto de Musk como “uma saudação romana, uma saudação fascista mais comumente associada à Alemanha nazista”.

Musk se manifestou sobre o episódio na rede social de sua propriedade, ironizando as críticas. “Francamente, eles precisam de truques sujos melhores. O ataque ‘todo mundo é Hitler’ está muito cansado”.

(*) Com Brasil de Fato.