Ativistas preparam novos comboios humanitários para furar bloqueio israelense a Gaza
Ativistas preparam novos comboios humanitários para furar bloqueio israelense a Gaza
(atualizado às 15h46)
Ativistas prometeram enviar nos próximos dias mais dois barcos para desafiar o bloqueio israelense na Faixa de Gaza. “Esta iniciativa não vai parar”, disse à Agência Estado Greta Berlin, do Movimento Gaza Livre, falando do Chipre, onde fica a sede do grupo.
Greta Berlin ressaltou que o Movimento Gaza Livre, que organizou a flotilha atacada na segunda-feira (31/5) pelo exército israelense, não será detido e que outro navio de carga estava na costa da Itália a caminho de Gaza. Um segundo navio carregando mais de 30 passageiros deve se juntar ao primeiro navio, disse Berlin. Ela disse que os dois navios devem chegar à região no final desta semana ou no início da próxima semana.
Jim Hollander/Efe

No porto de Ashdod, parte do conteúdo levado pelos navios interceptados por Israel
“Esta iniciativa não vai parar”, avisou. “Nós achamos que eventualmente Israel vai ter um pouco de bom senso. Eles vão interromper o bloqueio a Gaza e uma das formas de fazer isso, para nós, é continuar a enviar navios.”
O Exército israelense recusou-se a dizer como vai responder à chegada de mais navios com direção a Gaza. No entanto, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Yigal Palmor, disse que “não há mudança na nossa política” e pediu aos ativistas que enviem a ajuda humanitária a Gaza pelos meios autorizados.
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A flotilha da liberdade se dirigia a Gaza com toneladas de ajuda humanitária e, inclusive, brinquedos. Após dias de advertência, Israel interceptou os navios durante a madrugada e deu início a um confronto que deixou nove ativistas mortos e dezenas de feridos, dentre eles sete soldados. Houve condenação mundial ao ataque.
Navio irlandês
Hoje, o governo da Irlanda pediu a Israel que libere a passagem do navio irlandês Rachel Corrie, que também carrega mantimentos, remédios, material hospitalar e cimento para a Faixa de Gaza. O governo israelense, no entanto, já negou permissão – lembrando que a entrada de cimento no território palestino está proibida – e se ofereceu para escoltar o navio até um porto, de onde levaria o carregamento por terra. A tripulação, entretanto, rejeitou a oferta por receio de que a carga não chegue ao destino final.
“Tivemos uma reunião depois do que aconteceu na segunda de manhã e estamos mais determinados que nunca em continuar a nossa missão”, disse o tripulante Derek Graham à televisão estatal irlandesa RTE na terça-feira (1º/6). “Vou aconselhar aos tripulantes e aos passageiros que permaneçam sentados com as mãos à mostra para que não façam conosco o que fizeram na segunda-feira e depois digam que atacamos”.
O comando do Rachel Corrie já disse que Israel será avisada constantemente das posições exatas dos tripulantes. Neste momento, o navio está navegando junto à costa da Itália depois de ter zarpado de Malta.
O navio irlandês, que leva 15 ativistas, é batizado em homenagem a Rachel Corrie, ativista norte-americana assassinada em Gaza em 2003.
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