Quarta-feira, 15 de abril de 2026
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Dois atentados em menos de 24 horas no Afeganistão contra prédios das forças militares estrangeiras deixaram pelo menos 15 mortos entre ontem (30) e hoje (31). Ao todo, oito civis norte-americanos, um afegão e cinco canadenses morreram nos ataques, encerrando o ano mais violento para as forças estrangeiras no país desde 2001 – o início da invasão.

Entre as vítimas canadenses, mortas num ataque ao quartel da Otan em Kandahar (maior cidade afegã), quatro eram soldados e um era jornalista; já os cidadãos dos Estados Unidos trabalhavam para a CIA, cuja base em Khost foi alvo de um homem-bomba afegão ontem à noite. As pessoas, que ainda não foram identificadas, morreram logo após o atentado, confirmou em comunicado oficial divulgado pelo porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly.

Previamente, a rede de televisão CNN disse que o atentado em Khost, que matou os funcionários da CIA e o afegão, teria sido cometido por um terrorista suicida que conseguiu entrar na base militar. O terrorista carregava explosivos em um colete e os detonou dentro da base de operações Chapman, na província afegã de Khost, região da fronteira com o Paquistão e de forte presença de talibãs. 

O local atingido é um centro de elaboração de projetos para a chamada “reconstrução” do Afeganistão, integrando os planos do governo de Barack Obama para estabilizar o país após oito anos de guerra. 

Segundo fontes não identificadas citadas pela CNN, os mortos não eram militares. Já o jornal The Washington Post, que menciona funcionários do governo norte-americano, disse que não está claro se os civis eram todos funcionários da CIA ou terceirizados pela agência de espionagem, nem como o terrorista conseguiu chegar ao interior da base.

A CIA decidiu não informar sobre o ataque. A agência reconheceu até o momento a morte de quatro de seus agentes na guerra do Afeganistão nos últimos oito anos e, em seu memorial da sede central, em Langley, há 90 estrelas que representam o total de mortos em serviço da CIA.

Autoria

Os talibãs teriam reivindicado a autoria do atentado em Khost, informou a agência de notícias francesa AFP.

“Ontem, em uma base americana perto do antigo aeroporto de Khost, um homem-bomba chamado Samiulá realizou um atentado suicida ao detonar seu cinturão de explosivos e matar 16 americanos”, declarou Zabihulá Mujahid, porta-voz dos talibãs à AFP.

“Ele era homem nosso e detonou o cinturão em meio a agentes da CIA”, acrescentou.

Washington está enviando mais 30 mil soldados ao país nos próximos meses, na tentativa de impedir a crescente violência e de estancar o poderio do Talibã.

Atentados seguidos contra estrangeiros matam 15 no Afeganistão

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