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Pelo menos 60 pessoas morreram nesta terça-feira (18/01) e outras 150 ficaram feridas no atentado mais sangrento ocorrido no Iraque neste ano, perpetrado por um suicida em um centro de recrutamento da polícia iraquiana na cidade de Tikrit.

Segundo fontes da polícia, o suicida detonou a carga de explosivos que levava em seu corpo dentro do edifício, onde estavam vários voluntários que queriam ingressar no corpo da Polícia.

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Após o ataque, as Forças de Segurança iraquianas se dirigiram ao local da explosão, na praça de Al Ehtifalat, no norte de Tikrit, para ajudar a transportar as vítimas para os hospitais da cidade.

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As fontes revelaram que as ruas que conduzem ao centro de recrutamento foram fechadas e que até o momento nenhum grupo assumiu a autoria do atentado.

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, ameaçou demitir os membros dos corpos de segurança que não impediram “o derramamento de sangue de inocentes”.

Em comunicado divulgado por seu escritório, ele declarou que “a repetição desses crimes brutais indica uma clara distração por parte dos organismos competentes”.

“Por isso, acompanharemos a situação com toda seriedade até que identifiquemos os negligentes e a causa desta penosa tragédia”, ressaltou o chefe do governo.

As autoridades iraquianas já tomaram as primeiras medidas e ordenaram a destituição de diretor da polícia de Tikrit por negligência na hora de adotar medidas de segurança que protegessem as pessoas presentes no local.

O Governo provincial de Salahadin, onde fica Tikrit, condenou o atentado após uma reunião de emergência e anunciou a formação de uma comissão que deverá elaborar um relatório nos próximos três dias.

Além disso, o governo regional encarregou essa comissão de definir as medidas necessárias para evitar que se repita este tipo incidente.

O governo local também pediu ao Executivo que dê indenizações às famílias dos mortos, cujo número pode aumentar, segundo fontes do hospital de Tikrit.


Outros ataques

Os centros de recrutamentos já foram alvos de atentados em diferentes pontos do país em diversas ocasiões.

Em agosto do ano passado, cerca de 50 recrutas do Exército morreram em um ataque em um centro de alistamento em Bagdá.

Na ocasião, as autoridades iraquianas afirmaram que as precárias medidas de segurança em torno do edifício tinham favorecido o atentado.


Luta antiterrorista

Desta vez, o ataque se produz um dia após o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, declarar que o país já tem experiência na luta antiterrorista e oferecer ajuda a países onde a organização Al Qaeda planeje realizar ataques.

Além de ser o mais sangrento do ano, o atentado desta terça-feira é o mais grave desde que o Parlamento iraquiano ratificou o novo governo de al-Maliki em 21 de dezembro do ano passado, o que pôs fim a um vazio no poder que se prolongava desde as eleições de 7 de março.

No entanto, o novo Executivo ainda não conta com os ministros de Defesa e Interior, cargos que al-Maliki ocupa temporariamente, devido à falta de acordo entre os diferentes grupos políticos.

Este vazio é considerado por algumas autoridades iraquianas como a principal causa da escalada da violência no país.

No total, 3.976 civis morreram no Iraque em 2010, segundo um relatório da ONG especializada no assunto, o projeto IBC (Iraq Body Count), em comparação aos 4.680 civis mortos em 2009.

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Atentado suicida em centro de recrutamento deixa 60 mortos no Iraque

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