Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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Pelo menos 33 pessoas morreram nesta terça-feira (24/8), entre elas seis parlamentares somalis e cinco oficiais do exército, e outras 40 ficaram feridas em um atentado a bomba num hotel de Mogadíscio, cometido por rebeldes radicais islâmicos do grupo Al Shabab.

Segundo disseram testemunhas à agência de notícias espanhola Efe, três homens que vestiam uniformes militares invadiram o hotel Muna e começaram a atirar aos que estavam no restaurante do edifício.

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Osman Dahir, que no momento do ocorrido estava com os seis parlamentares mortos, disse que “três homens entraram no hotel e ordenaram ao guarda que estava na entrada que fechasse a porta para ninguém escapar”.

“Mataram seis parlamentares de uma só vez e cinco oficiais de alta patente do exército, além da grande maioria das pessoas que estavam no restaurante”, afirmou Dahir.

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A testemunha acrescentou que, depois do tiroteio no restaurante, os homens foram para outros locais do hotel, enquanto o recepcionista pedia ajuda às Forças Armadas.

Depois do tiroteio, o exército somali interditou as ruas próximas e isolou o hotel. Em seguida, houve fogo cruzado entre as forças do governo e os rebeldes, até que os insurgentes se renderam ao ficar sem munição.



Efe




Moradores da região se concentram nos arredores do hotel Muna após a troca de tiros que deixou 33 mortos

O vice primeiro-ministro da Somália, Abdirahman Haji Aden Ibi, afirmou em entrevista coletiva em frente ao estabelecimento que “os terroristas atacaram o hotel e mataram 33 pessoas antes de se renderem”.

“Temos os corpos dos seis parlamentares e dos cinco militares que residiam no hotel, mas o número de mortos pode aumentar devido à grande magnitude da explosão”, acrescentou Ibbi.

O Al Shabab, grupo radical islâmico que pretende derrubar o governo de Transição somali e que controla grande parte do país, reivindicou a autoria do atentado, que afirmou ser parte da ofensiva que os rebeldes declararam nesta terça-feira (24/8) ao Estado da Somália.

O porta-voz do Al Shabab, Ali Mohamud Rage, disse em entrevista coletiva em Mogadíscio que “três soldados que faziam parte dos 'comandos sagrados' foram os que cometeram o ataque como se tinha planejado”.

“Este é o início. Ataques mais dolorosos que o desta terça-feira ocorrerão em breve”, acrescentou.

O ataque ao hotel Muna ocorre horas depois que mais de 40 pessoas morrerem e outras 130 ficarem feridas em fortes confrontos entre as forças governamentais somalis e os rebeldes do Al Shabab.

A Somália não tem governo efetivo desde 1991, quando o ditador Siad Barre foi derrubado do poder. O país vive desde então em estado de conflito entre clãs tribais, senhores da guerra e milícias islâmicas.

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Atentado em hotel deixa 33 mortos na Somália, entre eles 6 parlamentares

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