Domingo, 10 de maio de 2026
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Entre 20 mil e 40 mil mulheres e meninas da Nigéria já foram levadas ilegalmente a Mali, onde muitas delas terminam nos prostíbulos do país vizinho, segundo o secretário-executivo da NAPTIP (gência Nacional para a Proibição do Tráfico de Pessoas), Simon Chuzi Egede.

O número não inclui milhares de mulheres que foram vendidas como escravas a outros países africanos, como Costa do Marfim, Burkina Fasso, Níger, Chade, Líbia e Marrocos, disse Egede em entrevista coletiva em Abuja, a capital federal nigeriana.

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A entrevista coletiva foi convocada pela NAPTIP para apresentar o relatório de uma missão de investigação enviada a Mali pela agência após denúncias de um clérigo nigeriano que reside em Bamaco acerca da exploração de nigerianas em muitos prostíbulos da capital de Mali.

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“A pesquisa confirmou a existência de muitos bordéis em Bamaco, Mopti e Kayes, onde são exploradas jovens nigerianas vítimas do tráfico humano”, disse Egede, que especificou que a situação levou à interdição da política de livre trânsito de pessoas preconizado pela Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao).

Apesar de algumas das mulheres nigerianas viajarem para o exterior sabendo que se dedicarão à prostituição, muitas, especialmente as menores de idade, são levadas enganadas por supostos “gerentes de trabalho” que lhes prometem empregos nos países vizinhos e na Europa.

Após suas investigações, a NAPTIP está preparando uma rápida intervenção, denominada “Operação Timbuktu”, que será realizada conjuntamente pela agência e pelas autoridades de Mali para libertar as menores de idade que estejam trabalhando em prostíbulos, assegurando seu retorno à Nigéria.

“Esta operação será completada em poucas semanas, não muito mais que isso”, assegurou Egede, que convocou uma urgente reunião de especialistas regionais em tráfico humano para revisar a Convenção Cedeao-ECAS (Serviço de Ação dos Cidadãos Europeus).

A convenção foi assinada com a União Europeia em 2006 por todos os Estados-membros do grupo econômico da África ocidental, para desenvolver mecanismos internos destinados a combater o tráfico de seres humanos dentro da região e também com destino à Europa.

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Até 40 mil nigerianas já foram vendidas como escravas, diz secretário

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