Segunda-feira, 4 de maio de 2026
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A força aérea de Israel atacou a Faixa de Gaza com caças na madrugada deste sábado (31/8), matando um palestino e ferindo dez alegando “represália” ao disparo de um foguete contra a cidade israelense de Ashkelon, no litoral do Mediterrâneo, sem deixar vítimas. Segundo o exército israelense, o homem morto no ataque teria sido quem disparou o projétil.

Em reação, o braço armado do movimento Hamas, que governa em Gaza, prometeu vingar a morte do palestino, identificado como Issa Abdul-Hadi Al-Batran, de 40 anos, que o grupo assumiu como seu militante.

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“Esta nova estupidez não vai passar em branco. Prometemos vingança pelo sangue dos nossos mártires”, disse um folheto das Brigadas de Al-Qassam enviado por fax para repórteres na Faixa de Gaza, informou a agência de notícias alemã DPA.

Segundo a agência de notícias palestina Ma'an, o ataque aéreo israelense aconteceu sobre o campo de refugiados de Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza, onde vivem 64 mil pessoas. Um segundo ataque teria como alvo o antigo complexo presidencial de Ansar, na Cidade de Gaza, que foi evacuado. Túneis subterrâneos usados para furar o bloqueio imposto por Israel, ao longo da fronteira sul da Faixa com o Egito, também foram atacados.

Inicialmente, o número informado de feridos foi de oito pessoas, mas médicos confirmaram mais tarde que as vítimas chegavam a dez.

Mas, de acordo com o jornal israelense Yedioth Ahronoth, Al-Batran teria sido alvejado quando voltava em um comboio de carros para o campo de refugiados de Maghazi, um dos mais antigos dos territórios palestinos, criado ainda em 1949.

Na véspera, Al-Batran teria disparado um foguete Grad, de fabricação chinesa, contra uma zona residencial em Ashkelon. Segundo um policial israelense citado pela TV Al-Jazira, o míssil tem calibre de 122mm e é mais potente e de maior alcance que os foguetes caseiros que o Hamas dispara normalmente. Mesmo assim, não houve feridos e os únicos danos em Ashkelon foram algumas janelas quebradas.

Reações

Para o Hamas, o ataque israelense é uma reação à posição da Liga Árabe, que em reunião no Cairo na quinta-feira (29/7) apoiou a retomada de negociações diretas da Autoridade Nacional Palestina com Israel. O Hamas, que é contra as negociações, alega que estas só levariam a uma “judaicização” de Jerusalém e “mais crimes israelenses contra a população palestina”.

“O encontro da Iniciativa de Paz Árabe no Cairo ultrapassou a autoridade da Liga Árabe. A iniciativa de retomar negociações deve ser tomada pelos próprios palestinos”, disse Ismail Radwan, um dos dirigentes do Hamas, citado pela Ma'an.

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o país “levou muito a sério o lançamento contra Ashkelon”. A imprensa israelense divulgou que o governo já apresentou um protesto junto à ONU. Já o exército israelense apontou o Hamas como “o único responsável pelo terror que emana da Faixa de Gaza”.

Em comunicado, o coordenador especial da ONU Robert Serry afirmou que “o lançamento de foguetes indiscriminadamente contra civis é completamente inaceitável e constitui um ataque terrorista”.

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Ataque aéreo de Israel na Faixa de Gaza mata 1 e fere 10

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