Sábado, 2 de maio de 2026
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As autoridades eleitorais mexicanas descartaram suspender as eleições regionais no estado de Tamaulipas devido ao assassinato do candidato a governador pelo Partido Revolucionário Institucional (PRI), Rodolfo Torre Cantú, que liderava as pesquisas de intenção de voto.

O postulante foi morto a tiros na manhã desta segunda-feira (28/06), junto com outros membros de sua comitiva, durante uma emboscada enquanto viajava ao aeroporto de Ciudad Victoria. O crime ocorreu a seis dias das eleições que renovarão legisladores de 14 estados do México e governadores de 12.

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Jorge Luis Navarro, presidente do Instituto Eleitoral de Tamaulipas, apontou que a aliança “Todos Tamaulipas”, encabeçada pelo PRI, de oposição ao presidente Felipe Calderón, deverá indicar outro político para concorrer ao governo local.

“Nos termos do artigo 243 do próprio Código Eleitoral, a votação contará com a coalizão 'Todos Tamaulipas' e o candidato que for registrado [pela aliança]”, informou Navarro.

Por sua vez, a dirigente nacional do PRI, Beatriz Paredes, convocou uma reunião com a cúpula da legenda, incluindo 19 governadores, deputados e senadores, além de líderes dos setores campesino e operário, para analisar quais decisões devem ser tomadas.

O ministro do Interior do México, Fernando Gómez Mont, chegou na tarde de segunda-feira (28/06) a Tamaulipas, que fica próximo à fronteira com os Estados Unidos, após participar, na Cidade do México, de uma reunião do Gabinete de Segurança junto a Calderón.

A princípio, o crime foi atribuído a grupos narcotraficantes e duramente condenado por todos os setores do país, inclusive pelo governo dos Estados unidos.

Torre Cantú, médico de 45 anos que também tinha o apoio dos partidos oposicionistas PVEM (Verde) e PNA (Nova Aliança), era apontado como favorito com mais de 20% de vantagem sobre o adversário, José Julián Sacramento, do PAN (Partido Ação Nacional, de situação).

O crime é registrado em um momento em que Tamaulipas é considerado um dos cenários mais violentos do país. Desde 2006, quando o governo de Calderón iniciou uma investida contra o narcotráfico, foram reportadas mais de 23 mil mortes decorrentes dessa luta em todo o território mexicano.

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Assassinato de candidato não vai alterar eleições no México, dizem autoridades

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