Terça-feira, 9 de junho de 2026
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O fundador do Wikileaks, Julian Assange, permanecerá em prisão preventiva até que seja marcada audiência de seu processo de extradição, em 14 de dezembro, como determinou nesta terça-feira (07/12) um tribunal do Reino Unido.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, uma das alegações do juiz para rejeitar a fiança são “sérias acusações contra alguém com poucos laços no Reino Unido, portanto, com os recursos e a habilidade para fugir”.

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Assange se apresentou à polícia britânica na manhã de hoje em cumprimento a uma ordem de prisão sueca por suposto estupro. O fundador do Wikileaks diz ser inocente e que a ordem de prisão do governo sueco é uma retaliação ao trabalho de divulgação de documentos diplomaticos secretos dos Estados Unidos.

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O advogado de Assange na Suécia, Bjorn Hurtig, afirmou na sexta-feira (03/12) que potências estrangeiras estariam “influenciando” a Suécia a ir atrás do australiano. Hurtig avisou ainda que vai combater “qualquer tentativa de extradição” de seu cliente.

Ontem, o advogado britânico de Assange havia declarado que estava organizando um encontro entre seu cliente e a polícia. “No fim da tarde recebi um telefonema da polícia para dizer que receberam o pedido de extradição da Suécia”, declarou Mark Stephens. “Estamos tomando providências para nos reunirmos com a polícia voluntariamente a fim de facilitar o interrogatório de que precisam”, afirmou, na oportunidade.

Endereço

Ao ter o endereço questionado pelo juiz, Assange respondeu “PO BOX 4080”, em referência à caixa de correspondências do Wikileaks na Austrália, onde a organização recebia documentos e outras informações secretas.

Perguntado novamente, o fundador do Wikileaks rebateu: “você o quer para mandar uma correspondência ou por alguma outra razão?”. Finalmente, ele revelou ao juiz seu endereço residencial na Austrália, conforme contou repórter do Guardian.

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Assange tem pedido de fiança recusado e permanecerá detido até audiência

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