Às vésperas das eleições parlamentares, Chávez lança programa para venda de eletrodomésticos
Às vésperas das eleições parlamentares, Chávez lança programa para venda de eletrodomésticos
A quatro dias das eleições parlamentares na Venezuela, o presidente Hugo Chávez lançou um programa que facilita a compra de eletrodomésticos. O programa, denominado Minha Casa Bem Equipada, autoriza crédito de até 36 meses para a compra de geladeiras, fogões, fornos microondas, aparelhos de ar-condicionado e máquinas de lavar roupa. Os preços, definidos pelas autoridades, para os produtos chineses, são inferiores aos fixados para as mercadorias da Venezuela e de outros países.
As informações são da agência BBC Brasil. Em geral, as vendas ocorrem em pacotes – geladeira, máquina de lavar e fogão. Mas é possível também comprar as peças separadamente. Apenas o fogão sai a 878 bolívares (de reais 351), a geladeira custa 1.897 bolívares (de reais 758) e a máquina de lavar é vendida a 1.123 bolívares (de reais 449).
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“Estou me metendo a vendedor. Vendedor do socialismo para derrotar os vendedores do capitalismo”, afirmou Chávez, ao anunciar o lançamento do programa de compra a crédito que promete “preços solidários”. “Estes mecanismos não são apenas para abastecer bens e serviços baratos e bons, mas também para protegê-los do roubo e da avareza do capitalismo”, disse o presidente venezuelano, dirigindo-se ao povo venezuelano.
Os produtos foram distribuídos para 59 lojas da rede Bicentenário, custeada pelo governo Chávez. Informações preliminares indicam que, até o momento, foram vendidos 2 mil pacotes de três produtos – geladeira, fogão e máquina de lavar roupas – pelo preço de 3 mil bolívares (de reais 1,2 mil). “Com esse dinheiro, só dava para comprar um fogão. Agora, vou levar tudo”, disse a vendedora Celimar López.
Porém, há quem desconfie das ofertas e da qualidade dos produtos à venda. “É barato porque é chinês, vai saber se isso presta?”, questionou o pintor Carlos Contreras, que decidiu não se arriscar e não comprou nada.
A compra ainda é limitada e burocrática. Quem tiver dinheiro e quiser comprar os produtos à vista, no entanto, não pode. A única opção de compra é no crediário, com juros de 16%, inferior à inflação anual de 30% e à média da taxa de juros cobrada pelos bancos venezuelanos, que gira em torno de 19% a 27%.
Com uma economia que continua baseada na importação de produtos de bens e serviços, que são financiados pela renda petroleira, a nova estratégia de vendas do governo é resultado da compra de mais de 300 mil eletrodomésticos da empresa chinesa Haier, por um total de de dólares 72 milhões.
Para completar a compra do pacote chinês, o governo prometeu colocar em circulação, na próxima semana, o cartão de crédito Bom Viver, que poderá ser utilizado para financiar eletrodomésticos e alimentos nas redes de mercados populares subsidiados pelo governo.
As medidas são lançadas às vésperas das eleições parlamentares da Venezuela, que ocorrem no próximo domingo (26/9). Os eleitores vão eleger 110 parlamentares e analistas políticos desconfiam que Chávez pode perder a maioria no Legislativo.
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