Arrogância dos EUA continua com Obama, diz chanceler cubano
Arrogância dos EUA continua com Obama, diz chanceler cubano
Cuba denunciou hoje (28) na ONU (organização das Nações Unidas) que, apesar das mudanças prometidas pela chegada de Barack Obama à Casa Branca, as forças neoconservadoras que se mantêm no poder impedem que Washington levante o embargo em vigor contra a ilha e apoiam o golpe de Estado em Honduras.
“O bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba permanece intacto”, criticou o chanceler cubano Bruno Rodríguez Parrilla ante a Assembleia Geral das Nações Unidas. Obama prorrogou por mais um ano no último dia 14 o embargo a Cuba.
“Com Obama, parecia que terminava uma etapa de extrema agressividade, unilateralismo e arrogância na política externa desse país e ficava afundado no repúdio o infame legado do regime de George W. Bush”, mas segundo o chanceler, isso não aconteceu.
“O centro de detenção e tortura na base naval de Guantánamo, que usurpa parte do território cubano, não foi fechado. As tropas de ocupação no Iraque não foram retiradas. A guerra no Afeganistão se amplia”, disse ele.
O chanceler destacou que as medidas adotadas por Obama para aliviar o embargo, incluindo a possibilidade de que os cubanos radicados nos Estados Unidos viajem a Cuba, são “um passo positivo, mas extremadamente limitado e insuficiente”.
Questionou ainda a “capacidade real das atuais autoridades em Washington para superar as correntes políticas e ideológicas que, sob o presidente anterior, ameaçaram o mundo”.
“As forças neoconservadoras, que colocaram George Bush na presidência, promotoras do uso da força e do domínio, ao amparo do descomunal poderio militar e econômico norte-americano, responsáveis por crimes que incluem a tortura, o assassinato, e manipulação do povo americano, se reagruparam rapidamente e conservam imensos resorts de poder e influência contrários à mudança anunciada”.
Assista aos discursos na ONU da chanceler mexicana, Patricia Espinosa, e do cubano Bruno Rodríguez:
Honduras
Rodríguez citou o caso de Honduras, afirmando que “a direita fascista norte-americana, simbolizada por (ex-vice-presidente Dick) Cheney, apoia abertamente e sustenta o golpe”.
Também citou o fato de que os Estados Unidos têm interesse em implantar novas bases militares na América Latina como um suposto meio para posicionar tropas “em questão de horas contra processos revolucionários e progressistas”, em particular na Venezuela.
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