Domingo, 5 de abril de 2026
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Cuba denunciou hoje (28) na ONU (organização das Nações Unidas) que, apesar das mudanças prometidas pela chegada de Barack Obama à Casa Branca, as forças neoconservadoras que se mantêm no poder impedem que Washington levante o embargo em vigor contra a ilha e apoiam o golpe de Estado em Honduras.

“O bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba permanece intacto”, criticou o chanceler cubano Bruno Rodríguez Parrilla ante a Assembleia Geral das Nações Unidas. Obama prorrogou por mais um ano no último dia 14 o embargo a Cuba.

“Com Obama, parecia que terminava uma etapa de extrema agressividade, unilateralismo e arrogância na política externa desse país e ficava afundado no repúdio o infame legado do regime de George W. Bush”, mas segundo o chanceler, isso não aconteceu.

“O centro de detenção e tortura na base naval de Guantánamo, que usurpa parte do território cubano, não foi fechado. As tropas de ocupação no Iraque não foram retiradas. A guerra no Afeganistão se amplia”, disse ele.

O chanceler destacou que as medidas adotadas por Obama para aliviar o embargo, incluindo a possibilidade de que os cubanos radicados nos Estados Unidos viajem a Cuba, são “um passo positivo, mas extremadamente limitado e insuficiente”.

Questionou ainda a “capacidade real das atuais autoridades em Washington para superar as correntes políticas e ideológicas que, sob o presidente anterior, ameaçaram o mundo”.

“As forças neoconservadoras, que colocaram George Bush na presidência, promotoras do uso da força e do domínio, ao amparo do descomunal poderio militar e econômico norte-americano, responsáveis por crimes que incluem a tortura, o assassinato, e manipulação do povo americano, se reagruparam rapidamente e conservam imensos resorts de poder e influência contrários à mudança anunciada”. 

Assista aos discursos na ONU da chanceler mexicana, Patricia Espinosa, e do cubano Bruno Rodríguez:


Honduras

Rodríguez citou o caso de Honduras, afirmando que “a direita fascista norte-americana, simbolizada por (ex-vice-presidente Dick) Cheney, apoia abertamente e sustenta o golpe”.

Também citou o fato de que os Estados Unidos têm interesse em implantar novas bases militares na América Latina como um suposto meio para posicionar tropas “em questão de horas contra processos revolucionários e progressistas”, em particular na Venezuela.

Arrogância dos EUA continua com Obama, diz chanceler cubano

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