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Organizações políticas, sociais e estudantis lideradas por partidos de esquerda, centro-esquerda e organizações de defesa dos direitos humanos protestaram nesta quinta-feira (21/10) para pedir justiça e punição aos assassinos de Mariano Ferreyra. O militante do trotskista PO (Partido Obrero), de 23 anos, morreu na quarta-feira após baleado durante enfrentamento entre trabalhadores e grupos de choque do sindicato União Ferroviária, que faz parte CGT (Confederação Geral do Trabalho), a maior central operária do país.

Efe

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Os manifestantes, que se concentraram na Praça de Maio, protestavam também por outra militante atingida, Elsa Rodríguez, de 56 anos. Ela foi baleada na cabeça e estava em estado grave, segundo reportagem do jornal argentino Página 12. Alguns manifestantes carregavam cartazes com a foto do diretor do sindicato da União Ferroviária, José Pedraza, quem consideram responsável pelo assassinato.

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“Pedimos o esclarecimento imediato deste novo crime que custou a vida de Mariano Ferreyra. Como outros feridos por bala, alguns em estado gravíssimo, foram atacados por uma patota armada pertencente à União Ferroviária dirigida por José Pedraza, que atuou impunemente em uma região liberada pela Polícia Federal, responsabilidade do governo nacional”, diz a declaração conjunta lida na Praça de Maio, assinada por mais de 200 partidos de esquerda, sindicatos e organizações sociais.

Além de apontar José Pedraza como culpado, os principais partidos da oposição e algumas organizações responsabilizaram o governo de Cristina Kirchner já que a Polícia Federal permitiu que grupos violentos do sindicato ferroviário atacassem com tiros os ativistas.

Em dois atos políticos, a presidente afirmou que setores da oposição “há muito tempo buscam mortes na Argentina” para tentar desestabilizar politicamente o governo federal.

“Como não podem conseguir pelas forças de segurança, aparecem em bandos. Não quero uma sociedade de pedras e paus. Prefiro pagar custos políticos antes de ordenar uma repressão”, disse Cristina. Segundo ele, será mantida a “política de não reprimir” os protestos sociais. Cristina disse também que “investigará até as últimas consequências” para descobrir os autores do crime.

Na Casa Rosada, a maioria dos funcionários fizeram “silêncio respeitoso” durante a jornada por conta de morte de Ferreyra.

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Argentinos protestam contra morte de jovem durante conflito sindical

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