Argentina: Suspeito do assassinato de manifestante se entrega à polícia
Argentina: Suspeito do assassinato de manifestante se entrega à polícia
A polícia argentina anunciou neste domingo (24/10) a prisão do suposto assassino do militante que foi alvo de um disparo durante um confronto entre integrantes do Partido Operário (PO) e sindicalistas ferroviários, na última semana.
Mariano Ferreyra, de 23 anos, era membro do PO e foi baleado, supostamente por integrantes do sindicato União Ferroviária, que faz parte da CGT (Confederação Geral do Trabalho), a maior central operária do país.
Leia mais:
Argentinos protestam contra morte de jovem durante conflito sindical
Deputados uruguaios invalidam lei que anistiava repressores da ditadura
Macarena Aguiló: memórias de uma menina sequestrada pela ditadura
“Direita não se conforma com a democracia”, declara Lula
“Por toda a vida esperamos pelo julgamento dos repressores”, diz ativista social argentino
O suposto criminoso, Cristian Favale, de 37 anos, se entregou acompanhado de seu advogado, após afirmar à imprensa que era inocente.
Favale também disse que poderia reconhecer o autor do disparo que atingiu o jovem, pois, o “verdadeiro assassino” tinha “uma tatuagem de um palhaço no braço direito”.
Com ele, são dois os presos até o momento. O outro é Pablo Díaz, dirigente da União Ferroviária da zona sul da Grande Buenos Aires. Após ele ter sido citado pelo crime, a entidade realizou uma greve por várias horas.
Hoje, a União Ferroviária publicou ainda uma solicitação nos principais jornais do país. Sob o título “Solidariedade e Condenação”, o grupo afirma que quer, “como todos os argentinos, que os culpados sejam identificados, julgados e condenados”.
Na mensagem, os sindicalistas também garantem estar “convencidos de que não foram os companheiros ferroviários” e denunciam que “este crime será usado pelos que querem deturpar a realidade”.
O confronto foi iniciado durante um protesto contra a demissão de trabalhadores, que exigiam suas recontratações. O governo argentino, que tem os sindicalistas como grandes aliados, chegou a acusar os opositores de promoverem o distúrbio.
Siga o Opera Mundi no Twitter
NULL
NULL
NULL























