Segunda-feira, 11 de maio de 2026
APOIE
Menu

O embaixador da Argentina na ONU (Organização das Nações), Jorge Arguello, entrega hoje (11/10) ao secretário-geral Ban Ki-moon carta do governo de Cristina Kirchner repudiando a intenção da Grã-Bretanha de fazer exercícios militares nas Ilhas Malvinas.

Os exercícios, sob responsabilidade da Marinha britânica, devem começar também hoje na localidade de Port Harriet e envolvem o lançamento de mísseis Rapier terra-ar com alcance entre 400 metros e 6 quilômetros, segundo a Telam.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Neste fim de semana, o governo argentino pediu explicações sobre os exercícios militares à embaixadora britânica, Shan Morgan, que ainda não se manifestou sobre o assunto. Integrantes da Chancelaria, no entanto, estranharam o repentino repúdio do governo argentino, uma vez que os exercícios são feitos semestralmente nas Ilhas Malvinas há 28 anos.

Leia mais:

Mais lidas

OEA aprova resoluções para limitar gastos militares e para a retomada de negociações sobre Malvinas

Cinco motivos para a soberania argentina sobre as Malvinas

Malvinas, uma prova de fogo para a América do Sul

Em encontro com Néstor Kirchner, Lugo reitera apoio à Unasul

Cristina Kirchner usou a rede social Twitter para informar que os exercícios militares serão feitos relativamente próximos às cidades de Ushuaia, Río Gallegos e Calafate, afirmando que não há antecedentes de iniciativa semelhante por “uma força de ocupação inglesa”. A presidente considera os exercícios militares uma ação “muito grave, porque serão realizados em território ainda sob disputa perante as Nações Unidas”. “Este é o típico colonialismo do século 19, com o uso anacrônico da força que viola o direito internacional. Serão piratas para sempre?”, escreveu.

O chanceler argentino, Héctor Timerman, também usou o Twitter para declarar que a Grã-Bretanha tenta militarizar o Atlântico Sul, “evitando cumprir resoluções da ONU”. “A Argentina transita o caminho da paz porque somos assistidos pela razão e pelo direito. Não cairemos em provocações militaristas”.

Negociações

A citação de Timerman sobre a ONU refere-se a duas resoluções sobre o conflito entre a Argentina e a Grã-Bretanha. Em junho, o Comitê de Descolonização do órgão aprovou resolução convocando os dois governos a começar negociações em busca de uma solução pacífica sobre a posse e soberania das Ilhas Malvinas.

Esta convocação já constava de uma primeira resolução, de 1965, que considerou as Ilhas Malvinas como “assunto colonial” que deveria ser resolvido entre as partes. A Grã-Bretanha nega-se a discutir a soberania das Malvinas, que está sob seu controle desde 1833. Em 1982, a Argentina invadiu as ilhas para tomá-las pela força, mas em dois meses de combate acabou rendida. 

Leia também reportagem especial do Opera Mundi:

Para moradores de cidade na Hungria, vazamento de lama tóxica era tragédia anunciada

Siga o Opera Mundi no Twitter

Argentina repudia na ONU exercícios militares nas Malvinas

NULL

NULL

NULL