Terça-feira, 12 de maio de 2026
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O presidente da Argentina, Alberto Fernández, finalizou sua passagem pela Indonésia, onde participou da Cúpula do G20, na ilha de Bali, com uma reunião nesta quarta-feira (16/11) entre sua equipe econômica e a delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI), incluindo a diretora-geral da entidade, a búlgara Kristalina Gueorguieva.

No encontro, os representantes do governo argentino asseguraram que o país continuará a cumprir com os acordos estabelecidos no programa de pagamento da dívida adquirida em 2018, mas fizeram uma ressalva a respeito das sobretaxas cobradas pelo organismo, não só com respeito ao seu caso, mas também em outros envolvendo países em desenvolvimento que enfrentam problemas devido à situação econômica mundial.

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“Neste encontro do G20, decidimos reiterar a mesma reivindicação que apresentamos em Roma (na cúpula de 2021): que sejam revistas as sobretaxas que os países mais endividados estão pagando (…) são taxas muito altas, que não têm explicação lógica”, reclamou Fernández, segundo o portal TeleSUR.

Apesar do protesto, o mandatário argentino qualificou a reunião com o FMI como “muito boa”, e afirmou que recebeu de Gueorguieva a resposta de que o Fundo está “disposto a levar o nosso pedido à reunião de cúpula da entidade”.

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Por sua parte, Gueorguieva destacou que “é muito importante que a Argentina continue no caminho, como tem feito com sucesso nos últimos meses”.

Vale lembrar que a dívida da Argentina com o FMI foi adquirida em 2018, durante o governo de Mauricio Macri, e chegou a superar os 50 bilhões de dólares, se tornando o maior empréstimo da história do Fundo em seu momento.

A situação econômica criada por Macri, que levou seu governo a adquirir tamanha dívida, foi uma das razões pela qual ele não conseguiu se reeleger no ano seguinte, perdendo a disputa para Fernández, que assumiu a Casa Rosada com a promessa de resolver o problema criado por seu antecessor.

Em março deste ano, o FMI aprovou um programa de pagamentos pelos 44 bilhões de dólares que restam da dívida, com quotas a serem quitadas em um prazo de 30 meses.