Argentina não tem restrições à importação de produtos brasileiros, diz Cristina
Argentina não tem restrições à importação de produtos brasileiros, diz Cristina
A Argentina não tem
restrições de nenhuma natureza à importação de produtos brasileiros. Se
isso existisse, seria impossível alcançar, no primeiro semestre de 2010,
um comércio bilateral de 15 bilhões de dólares. O que existe é o déficit na
balança comercial que prejudica a Argentina.
A
informação foi dada pela presidente Cristina Kirchner, durante
entrevista ao final da 39ª Cúpula do Mercosul, em San Juan. “Em vez de
restrições, as relações bilaterais entre Brasil e Argentina nos oferecem
a possibilidade de articular negócios entre o setor público e privado
dos dois países”, disse Cristina.
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou da coletiva,
acrescentou que recebe empresários com as mais diversas reivindicações
econômicas e também grupos que querem apenas ganhar. “Todo mundo quer só
vender, ninguém quer comprar. Qual é o comércio importante entre duas
nações? É o comércio que seja equilibrado, uma via de duas mãos em que
em determinado ano um dos países possa ter superávit, no ano seguinte
seja a vez do outro, para todo mundo ficar confortável”.
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De
acordo com Lula, os governos existem para acomodar essas situações. “O
importante é lembrar o que era o comércio entre o Brasil e a Argentina
em 2002 – sete milhões de dólares. Hoje, já estamos falando em 30 bilhões de dólares. Não
é pouca coisa. Tem gente que ficou dez vezes mais do que nós no poder e
não conseguiu chegar a isso.”
O
presidente disse que considera “fantástico” o potencial econômico do
Brasil e da Argentina. “Se conseguirmos juntar a capacidade dos dois
países, podemos jogar com muito mais força no mundo, do ponto de vista
econômico.”
Lula disse que Brasil e Argentina não querem ser exportadores apenas de commodities (produtos de base em estado bruto – matérias primas – ou com pequeno grau de industrialização). “Queremos
ser exportadores de conhecimento também. Como presidente do Brasil,
estou cansado de exportar toneladas de minério de ferro. Quero ver se
consigo exportar o chip, que vale por uma tonelada de minério. Para
isso, precisamos fazer com que o nosso conhecimento científico e
tecnológico trabalhe junto para que a gente cresça como duas nações
poderosas”.
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