Argentina inaugura centro de cultura em ex-prisão da ditadura militar
Argentina inaugura centro de cultura em ex-prisão da ditadura militar
Em um lugar onde há trinta anos funcionava uma das prisões clandestinas da ditadura militar (1976-1983) da Argentina, hoje funciona um museu e um centro cultural. O centro de detenção “Olimpo” funcionava em uma antiga oficina mecânica na cidade de Buenos Aires. Hoje, possui indicação dos locais onde antes funcionavam as celas, fotos dos ex-prisioneiros e suas histórias, além de debates, apresentações musicais e exibição de filmes.
Reprodução
Desde 2004, o antigo centro de tortura vem sendo recuperadopara resgatar a memória história do local
O prédio pertencia à Polícia Federal Argentina desde 1976. Entre agosto de 1978 e janeiro de 1979, quando o lugar foi usado para prender opositores ao governo, passaram por ali 500 pessoas. Após cinco anos de pesquisa feita pelo governo federal, foram localizados 80 sobreviventes.
A recuperação do local para transformar-se em um espaço público começou em outubro de 2004, quando o então presidente Néstor Kirchner, e o prefeito de Buenos Aires, na época, Aníbal Ibarra, tiraram a administração do Olimpo da Polícia Federal e do Ministério do Interior. O objetivo era que se tornasse um “espaço de recuperação da memória histórica dos crimes cometidos pelo terrorismo de Estado e a promoção dos direitos humanos e dos valores democráticos”, segundo o convênio assinado pelos dois.
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O centro foi inaugurado no dia 18 de junho deste ano, após pesquisas de associações que pediam a reativação do Olimpo como “espaço de memória”, como as Avós e as Mães da Praça de Maio, Fundação Memória Histórica e Associação de Ex-Detidos e Desaparecidos.
O local usado para repressão, hoje tem “histórias de vida para que as pessoas vejam que [os desaparecidos] não são fantasmas; nasceram, se casaram, trabalharam, estudaram e estão dizendo ‘Aqui estamos’…”, disse a Mãe da Praça de Maio Taty Almeida, uma das fundadoras da associação.
Assista ao vídeo da inauguração, que mostra o interior do Olimpo:
Segundo o secretário de cultura, Jorge Coscia, a reforma respeitou a antiga estrutura, em entrevista à agência de notícias Télam.
Com capacidade para 150 pessoas, o Olimpo possuía duas seções de celas, dispostas uma de frente para a outra, entre as quais havia um pátio. Uma das seções tinha com quatro fileiras de dez celas, separadas entre si por corredores. Em um dos corredores, estavam as duchas e a lavanderia. A outra seção, denominada “setor de incomunicados”, tinha cinco celas e uma sala de tortura denominada “quirófano”. Em outro setor, estava a cozinha, a sala de internação, enfermaria, refeitório, laboratório de fotografia e impressões, capela, salas de tortura, “sala de situação e inteligência” e os escritórios daqueles que trabalhavam ali.
Este centro de memória da ditadura é o segundo de Buenos Aires. Em março deste ano, foi inaugurado o Centro Cultural da Memória 'Haroldo Conti', cujo nome faz homenagem ao escritor argentino desaparecido, onde antes funcionava a Esma (Escola de Mecânica da Armada).
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<br />Com capacidade para 150 pessoas, o Olimpo possuía duas seções de
celas, dispostas uma de frente para a outra, entre as quais havia um
pátio. Uma das seções tinha com quatro fileiras de dez celas, separadas
entre si por corredores. Em um dos corredores, estavam as duchas e a
lavanderia. A outra seção, denominada “setor de incomunicados”, tinha
cinco celas e uma sala de tortura denominada “quirófano”. Em outro
setor, estava a cozinha, a sala de internação, enfermaria, refeitório,
laboratório de fotografia e impressões, capela, salas de tortura, “sala
de situação e inteligência” e os escritórios daqueles que trabalhavam
ali.
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<br />Este centro de memória da ditadura é o segundo de Buenos Aires.
Em março deste ano, foi inaugurado o Centro Cultural da Memória 'Haroldo
Conti', cujo nome faz homenagem ao escritor argentino desaparecido,
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<br />Segundo o secretário de cultura, Jorge Coscia, a reforma respeitou a antiga estrutura, em entrevista à agência de notícias Télam. 
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<br />Com capacidade para 150 pessoas, o Olimpo possuía duas seções de celas, dispostas uma de frente para a outra, entre as quais havia um pátio. Uma das seções tinha com quatro fileiras de dez celas, separadas entre si por corredores. Em um dos corredores, estavam as duchas e a lavanderia. A outra seção, denominada “setor de incomunicados”, tinha cinco celas e uma sala de tortura denominada “quirófano”. Em outro setor, estava a cozinha, a sala de internação, enfermaria, refeitório, laboratório de fotografia e impressões, capela, salas de tortura, “sala de situação e inteligência” e os escritórios daqueles que trabalhavam ali.
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<br />Este centro de memória da ditadura é o segundo de Buenos Aires. Em março deste ano, foi inaugurado o Centro Cultural da Memória 'Haroldo Conti', cujo nome faz homenagem ao escritor argentino desaparecido, onde antes funcionava a Esma (Escola de Mecânica da Armada).
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