Sábado, 16 de maio de 2026
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O governo argentino e o de Buenos Aires chegaram a um acordo para financiar conjuntamente um plano de habitação na capital do país para pessoas de baixa renda, em uma tentativa de frear a violência contra imigrantes por conta da ocupação de locais públicos e privados, há uma semana.

O anúncio do acordo foi feito pelo chefe do Gabinete argentino, Aníbal Fernández, e pelo seu colega da capital, Horacio Rodríguez Larreta, após uma reunião de mais de duas horas entre os dois e ministros das duas administrações.

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Fernández e Larreta advertiram que não terão acesso ao plano de habitação “com créditos brandos” os que ocuparem terrenos públicos e privados, tanto em Buenos Aires como no resto do país.

Fernández disse que “a cada peso que a cidade investir, o Estado nacional colocará outro”, e explicou que para ter acesso à iniciativa o beneficiado deverá ter pelo menos dois anos de residência na cidade.

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Larreta, por sua vez, indicou que a prioridade de acesso ao projeto será dos mais necessitados e precisou que o plano contemplará também a urbanização dos bairros com grande incidência de favelas. 

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O acordo foi anunciado uma semana após violentos enfrentamentos entre a Polícia e pessoas que ocuparam o Parque Indoamericano, deixarem três mortos, dois bolivianos e um paraguaio.

Em reação à violência, a presidente Cristina Kirchner anunciou na sexta-feira a criação do Ministério da Segurança, e ministros acusaram o prefeito oposicionista da capital, Mauricio Macri, de ter agido mal diante da situação e de ter negligenciado a periferia sul da capital.

Diálogo

De acordo com membros do governo argentino, o acordo só foi atingido após muitas negociações. “Sempre dissemos que a situação não seria resolvida com mais policiais, porque isso geraria mais violência, mas (Mauricio) Macri insistia na necessidade de mais forças policiais”, afirmou o ministro do Interior, Florencio Randazzo.

Segundo ele, houve a tentativa por parte do governo da capital argentina de criar um “clima de ansiedade e instabilidade” para debater a situação no parque portenho. “Insistimos que era preciso paciência, serenidade e responsabilidade para lidar com este assunto”, disse Randazzo.

*Com agência 

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Argentina: governo e prefeitura de Buenos Aires chegam a acordo para frear ocupações ilegais‎

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