Argentina: governo e prefeitura de Buenos Aires chegam a acordo para frear ocupações ilegais
Argentina: governo e prefeitura de Buenos Aires chegam a acordo para frear ocupações ilegais
O governo argentino e o de Buenos Aires chegaram a um acordo para financiar conjuntamente um plano de habitação na capital do país para pessoas de baixa renda, em uma tentativa de frear a violência contra imigrantes por conta da ocupação de locais públicos e privados, há uma semana.
O anúncio do acordo foi feito pelo chefe do Gabinete argentino, Aníbal Fernández, e pelo seu colega da capital, Horacio Rodríguez Larreta, após uma reunião de mais de duas horas entre os dois e ministros das duas administrações.
Fernández e Larreta advertiram que não terão acesso ao plano de habitação “com créditos brandos” os que ocuparem terrenos públicos e privados, tanto em Buenos Aires como no resto do país.
Fernández disse que “a cada peso que a cidade investir, o Estado nacional colocará outro”, e explicou que para ter acesso à iniciativa o beneficiado deverá ter pelo menos dois anos de residência na cidade.
Larreta, por sua vez, indicou que a prioridade de acesso ao projeto será dos mais necessitados e precisou que o plano contemplará também a urbanização dos bairros com grande incidência de favelas.
Leia mais:
Macri relaciona imigração a avanço do narcotráfico e da delinquência
Organização boliviana pede iniciativa para proteger migrantes na Argentina
Policiais controlam parque de Buenos Aires após confrontos
Prefeito de Buenos Aires engole bigode postiço na própria festa de casamento
Argentina e Uruguai confirmam tendência da América do Sul para reconhecer Estado palestino
Argentina julga repressores que agiram em centros clandestinos
Argentinos lotam a Praça de Maio para homenagear Néstor Kirchner
O acordo foi anunciado uma semana após violentos enfrentamentos entre a Polícia e pessoas que ocuparam o Parque Indoamericano, deixarem três mortos, dois bolivianos e um paraguaio.
Em reação à violência, a presidente Cristina Kirchner anunciou na sexta-feira a criação do Ministério da Segurança, e ministros acusaram o prefeito oposicionista da capital, Mauricio Macri, de ter agido mal diante da situação e de ter negligenciado a periferia sul da capital.
Diálogo
De acordo com membros do governo argentino, o acordo só foi atingido após muitas negociações. “Sempre dissemos que a situação não seria resolvida com mais policiais, porque isso geraria mais violência, mas (Mauricio) Macri insistia na necessidade de mais forças policiais”, afirmou o ministro do Interior, Florencio Randazzo.
Segundo ele, houve a tentativa por parte do governo da capital argentina de criar um “clima de ansiedade e instabilidade” para debater a situação no parque portenho. “Insistimos que era preciso paciência, serenidade e responsabilidade para lidar com este assunto”, disse Randazzo.
*Com agência
Siga o Opera Mundi no Twitter
Conheça nossa página no Facebook
NULL
NULL
NULL























