Domingo, 10 de maio de 2026
APOIE
Menu

Cientistas argentinos desenvolveram uma vacina mais barata contra o vírus do papiloma humano (HPV), um dos causadores do câncer de colo do útero, doença que mata cerca de duas mil mulheres a cada ano no país, disseram nesta segunda-feira (4/10) à agência de notícias espanhola Efe fontes vinculadas ao projeto. A aplicação foi realizada “com tecnologia local” e tem um custo menor que as duas vacinas presentes até agora na Argentina, importadas de Estados Unidos e Reino Unido, explicou Gonzalo Prat Gay, diretor do Laboratório de estrutura, função e engenharia de proteínas da Fundação Instituto Leloir, de Buenos Aires.

Os especialistas da fundação e do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas conceberam um modo de produzir a imunização diferente da atual, que foi provado “com sucesso” em ratos, disse Prat Gay.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“O desenvolvimento foi feito com um método de cultivo mais barato por meio do conjunto químico de proteínas”, disse o investigador da Fundação Instituto Leloir, onde foram iniciadas as rodadas de conversas com empresas farmacêuticas para que a vacina contra o vírus HPV seja testada em humanos.

Leia também:

Campanha do Unicef vai vacinar meio milhão de jovens no Haiti

Falta muito ainda para vacina contra Aids, diz descobridora da doença

Ciência: Cientistas dos EUA elaboram vacina experimental contra o vírus ebola

Mais lidas

Os pesquisadores conseguiram encaixar uma partícula idêntica ao HPV, embora sem informação genética, para o sistema imunológico reagir como se estivesse frente a um vírus e gerar anticorpos, indicaram os pesquisadores. Prat Gay calculou que “de dois a três anos a vacina poderia estar no mercado, porque os teste em humanos levam muito tempo”.

“A incidência do câncer de colo do útero se quintuplica em países em desenvolvimento. E é muito difícil que uma vacina cara seja usada, mas, a longo prazo, a existência de outra vacina pode fazer com que as outras reduzam seu preço”, avaliou o cientista.

O câncer de colo do útero está entre as dez principais causas de morte de mulheres na América do Sul, segundo fontes de saúde.

Siga o Opera Mundi no Twitter 

Argentina desenvolve vacina mais barata contra o HPV

NULL

NULL

NULL