Árabes israelenses convocam paralisação em repúdio a ação militar de Israel
Árabes israelenses convocam paralisação em repúdio a ação militar de Israel
Em repúdio ao ataque israelense contra a frota que levaria ajuda humanitária à Faixa de Gaza, comunidades árabes em Israel convocaram uma paralisação geral para terça-feira (1/6). A decisão foi tomada hoje (31/5), durante reunião de emergência do Comitê Superior Árabe de Monitoramento, que representa 1,3 milhão de árabes vivendo em solo israelense. Para protestar, representantes de diversos partidos políticos estão organizando passeatas em cidades árabes. As informações são do jornal israelense YnetNews.
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Hoje, centenas de pessoas se manifestaram nas ruas da cidade de Nazaré. Israel atacou a “Flotilha da Liberdade”, um grupo de seis navios que transportava mais de 750 pessoas com ajuda humanitária que seria levada para a Faixa de Gaza, deixando 19 mortos e 36 feridos.
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A polícia israelense deslocou reforços para as cidades de Jerusalém, Jaffa – sul de Tel Aviv – e na região da Galiléia pois, segundo a rede Al Jazeera, foi levantada a possibilidade de o líder islâmico Sheikh Raed Salah ter sido gravemente ferido durante o ataque. Em estado de alerta, peritos da Polícia de Tel Aviv viajaram até a cidade de Ashdod e foi concluído que o religioso não estava entre as vítimas, informou a agência AFP.
Outros protestos
As manifestações contra a Israel aconteceram ao redor do mundo, nas ruas principais de grandes cidades e na frente das embaixadas. Em Istambul, cerca de 10 mil pessoas se concentraram na frente da embaixada israelense e depois marcharam pelo centro da cidade. Na capital, Ancara, cerca de mil pessoas gritavam e atiravam ovos na porta da casa do embaixador israelense, Gabby Levy.
Sylvain Lefreves/Efe

Franceses se reúnem perto da embaixada de Israel em Paris
Em Londres, mil pessoas protestavam em frente à casa do premier David Cameron e do embaixador israelense. Muitos com parentes em Gaza, segundo reportagem da agência AFP, carregavam bandeiras palestinas e gritavam que Israel está cometendo crimes de guerra.
Em Paris, 500 pessoas se reuniram perto da embaixada israelense. Na Grécia, 3,5 mil. Manifestações aconteceram também no Egito, no Kuait e Síria. Na capital iraniana, Teerã, milhares de pessoas protestaram na frente do escritório das Nações Unidas, questionando a postura da entidade diante da atitude de Israel. De acordo com a repórter da Al Jazira Sherine Trados, citando o exército israelense, um iraniano foi ferido no ataque ao comboio.
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