Aposentados na Argentina terão bônus de 500 pesos em dezembro
Aposentados na Argentina terão bônus de 500 pesos em dezembro
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou nesta quarta-feira (24/11) que o governo acrescentará um adicional de 500 pesos (216 reais) no mês de dezembro às aposentadorias. A medida, que vale para aqueles que recebem até 1,5 mil pesos por mês (650 reais), beneficiará mais de quatro milhões de pessoas, ou 83,6% dos aposentados do país.
Ao todo, o governo gastará 2.301 bilhões de pesos com a bonificação. “Um investimento, e não um gasto ou uma doação”, disse a Cristina ao fazer o anúncio. “Esperamos que todos possam celebrar as festas [de fim de ano] com alegria. É um esforço muito importante, contextualizado em um mundo em que somente escutamos a palavra 'ajuste'”, afirmou a presidente.
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O acréscimo anunciado ontem é excepcional, ou seja, o governo federal não tem obrigação legal de concedê-lo. Mas a prática já está se tornando costumeira, pois foi entregue também nos últimos dois anos: 200 pesos em 2008 e 350 em 2009.
A iniciativa de Cristina foi elogiada por personalidade políticas argentina que estavam presentes à Casa Rosada, como o secretário-geral da central sindical CGT, Hugo Moyano, representantes das associações de direitos humanos Mães e Avós da Praça de Maio e empresários.
Críticas
Oposicionistas criticaram o governo. Esta “é a mesma presidente que vetou os 82%. Ficou claro que há dinheiro [nos cofres do governo]”, disse o deputado Ricardo Alfonsín, da UCR (União Cívica Radical), segundo maior partido político do país. O deputado, que apresentou ontem dentro do partido a sua proposta para concorrer à presidência em 2011, se referiu ao fato de o governo federal, em outubro deste ano, ter vetado a lei que previa aumento do valor das aposentadorias. Tratava-se de uma lei proposta pelos partidos oposicionistas e sugeria que as pensões mínimas dos aposentados fossem equivalentes a 82% do salário base dos trabalhadores na ativa.
O argumento usado por Cristina para barrar a nova lei, um dia após ter sido aprovada pelo Senado em uma votação apertada, foi o de que o Estado poderia ir à falência, já que os reajustes custariam em torno de 30 bilhões de pesos por ano. Se a lei tivesse sido aprovada, a aposentadoria iria para 1504 pesos (630,51 reais) a partir de janeiro. Atualmente, o piso é de 1.046,5 pesos (428 reais) por mês.
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A mesma crítica foi feita pelo deputado Alfonso Prat Gay, do bloco oposicionistas Coalición Cívica. “É uma grande contradição. De um lado, veta 82%, por outro, dá 500 pesos para cada. É apenas um presente para as festas”, afirmou o deputado, que já foi presidente do Banco Central argentino (dezembro/2002 – setembro/2004).
A comparação do projeto de lei e desse último bônus é descabida, segundo a presidente: agora, o Estado precisará desembolsar 2.301 bilhões de pesos, enquanto com a lei, gastaria 9.300 bilhões entre outubro e dezembro, 30 bilhões de pesos por ano. Em 2010, o reajuste das aposentadorias foi de 26,49%, 8,21% na primeira parte do ano e 16,9% na segunda).
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