Terça-feira, 28 de abril de 2026
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O governo paraguaio revogou nesta segunda-feira (24/5) o estado de exceção (condição acima de um estado de emergência) que vigorava a um mês em cinco departamentos ao norte do país.

Em abril, San Pedro, Concepción, Amambay, Alto Paraguai e Presidente Hayes foram declarados em estado de exceção para que militares pudessem reforçar as ações de busca e combate contra o grupo guerrilheiro EPP (Exército Popular Paraguaio), que, segundo autoridades, teriam relações com as Farc e até mesmo com a facção paulista PCC (Primeiro Comando da Capital).

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A medida, que foi impulsionada pela morte de um policial e três civis  supostamente comandadas pelo Exército Popular Paraguaio, mobilizou desde então cerca de 3.300 policiais e militares para reforçar as buscas, segundo o jornal paraguaio Ultima Hora.

 

De acordo com a imprensa local, o presidente Fernando Lugo disse no fim de semana que não pediria ao Congresso a prorrogação do estado de exceção, mas que buscará manter a presença militar, o que causou polêmica no Parlamento.

“Os governadores nos comentaram que melhoraram a segurança, (diminuíram) os roubos e o abigeato (roubo de animais)”, disse o presidente do Congresso, o senador oposicionista Miguel Carrizosa.

Já Carlos Soler, deputado do partido Pátria Querida, criticou o presidente por não prender os guerrilheiros, segundo a versão virtual do jornal ABC Digital .

“Os resultados do estado de exceção foram muito escassos, magros e pobres. Foi uma grande decepção e um desgaste desnecessário de recursos humanos e infraestrutura.”

Na terça-feira, o presidente deve apresentar um relatório sobre o estado de exceção. Até agora, segundo parlamentares paraguaios, 167 pessoas foram presas, sendo 93 procuradas pela Justiça.

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Após um mês, Paraguai suspende estado de exceção

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