Segunda-feira, 6 de abril de 2026
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O Parlamento de Honduras pedirá ao líder da ditadura, Roberto Micheletti, que amplie o prazo de dez dias dado ao Brasil para que defina o status de Manuel Zelaya, tirado do poder por um golpe de Estado em 28 de junho e que está na embaixada brasileira em Tegucigalpa há quase duas semanas.

O presidente do Congresso Nacional, Alfredo Saavedra, fez o anúncio ao término de uma reunião com os seis deputados brasileiros que visitam a capital hondurenha para saber da situação da representação diplomática do Brasil e da crise que Honduras vive.

Ulises Rodríguez/EFE



Raul Jungmann (ao centro) com membros da Corte Suprema de Justiça de Honduras

A pedido dos deputados brasileiros, “de forma muito respeitosa vamos fazer um apelo ao Poder Executivo para que amplie o prazo”, disse Saavedra à imprensa.

O pedido, de acordo com o congressista, será levado a Micheletti amanhã.

A prorrogação do ultimato dado pelo governo hondurenho permitirá “que, em uma situação tão difícil como esta, a embaixada e o governo do Brasil tenham tempo suficiente para definir o status da estada de Zelaya” na sede diplomática, explicou Saavedra.

Raul Jungmann (PPS-PE), que lidera a missão dos deputados brasileiros, agradeceu a decisão do legislador hondurenho e declarou a visita a Honduras “é resultado da diplomacia parlamentar”.

No entanto, ressaltou que o ideal seria “a suspensão” do prazo, o qual seria encarado como “um gesto de boa vontade” do governo golpista.

Após a reunião com membros do Congresso hondurenho, o grupo de deputados seguiu para a Embaixada do Brasil, que ainda está cercada pelos militares, para se encontrar com Manuel Zelaya, conforme informou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) ao Opera Mundi.

Valente afirmou que durante o encontro “ouvimos o lado deles”, mas a maior conquista dos deputados brasileiros até então foi ter conseguido o salvo-conduto para andar em Tegucigalpa.

Segundo Valente, o principal motivo da visita foi a “questão da inviolabilidade da Embaixada brasileira, que foi atacada duas vezes”. Para ele, uma representação suprapartidária como a que está em Honduras tem maior potencial de despertar atenção sobre os temas que estão em jogo no país.

Além de Valente e Jungmann, fazem parte da comitiva Bruno Araújo (PSDB-PE), Cláudio Cajado (DEM-BA), Mauricio Rands (PT-PE) e Janete Pietá (PT-SP).

Movimento no Brasil



Organizações sindicais, populares e políticas brasileiras irão realizar amanhã (2) um movimento de solidariedade ao povo de Honduras. O evento acontecerá em frente ao Masp, na avenida Paulista, em São Paulo, a partir das 17 horas.

A ideia é chamar a atenção e reunir esforços de mobilização e apoio político e material para a Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Honduras, que quer o fim da repressão, o restabelecimento das liberdades democráticas e a recondução do presidente eleito, Manoel Zelaya, ao governo.

O evento é organizado pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), CUT (Central Única dos Trabalhadores), Intersindical, MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), ANEL (Associação Nacional das Empresas Lutuosas), Consulta Popular, Assembleia Popular, Círculo Palmarino, Esquerda Marxista, além dos partidos PCB, PSOL e PSTU.

Após reunião com deputados brasileiros, Parlamento pedirá ampliação do ultimato dado ao Brasil

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