Após recuperar defesas, médicos suspendem restrições a Lugo
Após recuperar defesas, médicos suspendem restrições a Lugo
O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, recuperou totalmente suas defesas após sua última sessão de quimioterapia e inicia agora um período sem restrições médicas, informou hoje (10/12) a Presidência do país.
“A partir da data [de hoje], o chefe do Poder Executivo poderá levar uma vida normal e não são previstas novas sessões de quimioterapia”, apontou o comunicado governamental divulgado hoje.
De acordo com o boletim, Lugo submeteu-se ontem aos últimos exames médicos, que revelaram que seus níveis de defesa estavam em níveis normais. Dessa forma, todas as restrições recomendadas a sua agenda de trabalho foram suspensas.
Segundo o jornal paraguaio ABC Color, um de seus médicos, Alfredo Boccia indicou que o presidente fará, daqui para frente, exames gerais a cada três meses.
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Após o último tratamento ao qual Lugo se submeteu no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em 30 de novembro, os tumores “desapareceram completamente”, informou Boccia, que apontou o fato como “o melhor cenário que poderia ter se apresentado”.
O comunicado da presidência atestou ainda que o mandatário paraguaio “intensificará todas as suas tarefas” e participará hoje e amanhã de um retiro com funcionários do governo para avaliar sua gestão e planejar futuros programas de governo.
Ex-bispo católico, Lugo foi diagnosticado com um linfoma não-Hodgkin em agosto deste ano e logo foi encaminhado para seis sessões de quimioterapia. Parte delas foi realizada no hospital paulistano e outra parte em Assunção.
Após a última sessão de tratamento, o chefe do Executivo paraguaio foi submetido a uma cirurgia de baixo risco para a retirada de um cateter implantado para administrar a medicação.
Desde que ele recebeu o diagnóstico, parlamentares e dirigentes políticos, principalmente da oposição, levantaram a hipótese de Lugo solicitar uma licença por conta de seu estado de saúde. Porém, desde o início, os especialistas que acompanhavam o quadro evolutivo do presidente afirmavam que a doença não prejudicaria suas atividades no cargo executivo.
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