Após quatro dias sem vazamentos, BP espera manter poço do Golfo do México selado
Após quatro dias sem vazamentos, BP espera manter poço do Golfo do México selado
A empresa britânica BP (British Petroleum) disse hoje (18/7) que o petróleo segue sem fluir para o Golfo do México pelo quarto dia seguido. Após “sinais encorajadores”, segundo a empresa, a equipe espera poder manter o poço selado enquanto termina a construção de um poço alternativo, que desponta como a solução definitiva para o vazamento, iniciado em abril.
Cauteloso, o governo dos Estados Unidos destacou que o fato de que os atuais níveis de pressão sejam inferiores ao previsto pode corresponder tanto à diminuição das reservas de petróleo no poço quanto a potenciais fugas devido a algum dano na estrutura do manancial.
Na quinta-feira (15/7) a multinacional conseguiu deter o fluxo de petróleo para o Golfo do México, 87 dias depois da explosão e posterior afundamento da plataforma que operava na área, em um acidente que provocou o maior desastre ecológico na história dos EUA.
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A empresa iniciou então um período de prova de 48 horas para medir a pressão no poço e assegurar de que não há vazamentos, um prazo que se estendeu ontem por outras 24 horas e que pode ser ampliado novamente, segundo informou o governo hoje.
“Temos esperança de que se estes sinais encorajadores continuarem poderemos seguir com as provas de integridade até conseguirmos fechar o poço de forma definitiva” mediante a construção de um poço alternativo, disse Doug Suttles, diretor-geral de operações da BP.
O almirante da Guarda Litorânea dos EUA, Thad Allen, afirmou que o governo exige como condição para que a extensão continue “uma supervisão significativa, assim como avaliações periódicas” e a aprovação dos cientistas governamentais. Ao contrário do executivo da BP, o almirante expressou certa preocupação com o fato de que os níveis de pressão sejam inferiores ao previsto e indicou que é necessário trabalho adicional para entender os motivos.
“Embora estejamos encantados que atualmente não esteja fluindo petróleo ao Golfo do México, queremos tomar todas as medidas adequadas para que isso siga assim. É importante que todas as decisões sejam guiadas pela ciência”, ressaltou Allen.
Poços alternativos
A companhia informou hoje que o primeiro dos dois poços alternativos escavados na área e desde o que se encerraria o agora estragado mediante uma injeção de cimento e lodo pesado poderia estar pronto no fim de julho.
Precisou, de todos modos, que a operação de selamento mediante a injeção de cimento e lodo poderia se prolongar até meados de agosto.
As estimativas oficiais apontam que o poço estragado esteve cuspindo entre 35 mil e 60 mil barris de petróleo ao mar desde o acidente do dia 20 de abril.
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