Após protestos, Haiti terá recontagem de votos das eleições presidenciais
Após protestos, Haiti terá recontagem de votos das eleições presidenciais
O Conselho Eleitoral Provisório (CEP) do Haiti anunciou nesta quinta-feira (09/12) que revisará em breve os resultados do primeiro turno das eleições realizadas no país em 28 de novembro, denunciadas como fraudulentas por candidatos e observadores internacionais.
Em comunicado, o principal órgão eleitoral haitiano indicou que para isso deverá criar uma comissão conjunta formada pelos três candidatos à Presidência que obtiveram mais votos, observadores nacionais e internacionais e representantes da comunidade internacional.
Efe

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Segundo os resultados anunciados pelo CEP na terça-feira passada, a candidata à Presidência mais votada foi Mirlande Manigat, quem obteve 31,37% dos votos e disputará o segundo turno com o governista Jude Celéstin, quem registrou 22,48% de apoio, enquanto o músico Michel Martelly ficou de fora da fase decisiva do pleito por ter ficado em terceiro lugar, com 21,84% dos votos.
Desde a divulgação dos resultados, milhares de pessoas fizeram protestos em vários pontos do país, registrando violentos incidentes que deixaram quatro mortos e um número ainda não determinado de feridos.
A conselheira do CEP Ginette Cherubin disse à Agência Efe que não existe um período de tempo preestabelecido para realizar a revisão anunciada, “mas será feito no prazo mais breve possível”. Segundo ela, o estabelecimento responsável por enviar as informações processadas – tal como estabelece o procedimento eleitoral – ficou fechado após enviá-las ao CEP.
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Em seu comunicado, o CEP considerou a situação de violência em várias regiões do país e expressou sua vontade de “transparência” para assegurar a “autenticidade” dos resultados. O órgão pediu à polícia que garanta “a segurança das vidas e dos bens” e aos candidatos que contribuam à calma para pôr fim aos incidentes.
Por outro lado, o CEP estuda a possibilidade de postergar o prazo de três dias que a lei concede aos candidatos para apresentar recursos sobre os resultados eleitorais, já que vários deles solicitaram esta medida e, no momento, não há possibilidade de todos serem analisados devido aos distúrbios, disse à Efe uma fonte próxima ao organismo.
A revisão dos resultados foi reivindicada nesta quarta-feira pelos Estados Unidos por meio de sua embaixada e do porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Phillip Crowley, que ressaltou as diferenças entre os dados oferecidos pelo CEP e as estimativas do Centro Nacional de Observação, que constatava um segundo turno com Manigat e Martelly.
Essa diferença foi também destacada pela União Europeia que, por meio da representante para Assuntos Externos e Política de Segurança, Catherine Ashton, respaldou a eventual revisão das irregularidades denunciadas.
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