Após pressão de moradores, prefeito mexicano demite 12 policiais
Após pressão de moradores, prefeito mexicano demite 12 policiais
O prefeito de Ascensión, no estado de Chihuahua, no norte do México, demitiu todo o corpo policial da cidade após ser pressionado por moradores, afirmando ter perdido a confiança e um trabalho deficiente em questão de segurança.
A decisão de Lorenzo Camarillo foi tomada após dezenas de habitantes da cidade, fronteiriça com Columbus, no estado do Novo México, nos Estados Unidos, irem aos escritórios da prefeitura para exigir a dispensa dos 12 policiais municipais que compõem as forças de ordem da cidade, acusando-os de estarem ligados a criminosos.
Leia mais:
Em três anos, 230 mil pessoas deixaram Ciudad Juárez, aponta pesquisa
Guerra contra o tráfico é 11 de Setembro mexicano, diz jornalista
Narcotráfico recruta jovens e altera rotina das escolas em Juárez
“Só repressão” não funciona contra crime organizado, diz especialista
Na terça-feira (21/9), uma multidão inflamada linchou dois homens que tentaram sequestrar uma jovem de 17 anos, que logo foi libertada. Os sequestradores, que ficaram gravemente feridos, morreram após serem impedidos de receberem atenção médica.
A turba chegou a tentar queimá-los, mas foi impedida por agentes federais e por soldados do Exército mexicano, que os colocaram em uma patrulha. Ao final, chegaram no local membros da polícia municipal e da unidade especializada em criminalística, que foram vaiados e recriminados pela população.
A decisão de Camarillo ocorreu após uma reunião mantida com a comunidade, segundo o jornal El Universal. Ele concordou com o argumento dos presentes de que os policiais não cumpriram com seu trabalho de prevenir ações ilegais, deixando a região nas mãos de homicidas e assaltantes.
As pessoas também sustentaram que o trabalho que a corporação realiza tem sido pouco e que não existe confiança nestes agentes. Os moradores da cidade propuseram ontem a criação de grupos de cidadãos vigilantes que se encarreguem de realizar rondas e “caçar” delinquentes.
No fim de agosto, após a matança dos 72 imigrantes ilegais no estado de Tamaulipas, a Secretaria Nacional de Segurança Pública do México anunciou a demissão de mais de três mil policiais federais por acusações de corrupção e envolvimento com o crime organizado.
A secretaria também expressou que seriam tomadas várias medidas para reformular a política de segurança do país, desde a exigência de um novo comportamento dos federais até a criação de um órgão interno de investigação.
Desde 2006, quando o presidente Felipe Calderón assumiu o cargo e decretou a mobilização de efetivos militares para a guerra contra os carteis do narcotráfico, o México tem vivido uma onda crescente de violência. Em três anos e meio, mais de 28 mil pessoas foram mortas.
A situação piorou nos últimos meses no norte do país quando o grupo criminoso Los Zetas — formado principalmente por ex-militares e responsável pelo massacre de Tamaulipas — rompeu o cartel do Golfo, e passaram a disputar o controle da região com eles.
Siga o Opera Mundi no Twitter
NULL
NULL
NULL






















