Domingo, 3 de maio de 2026
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O sindicato de trabalhadores bananeiros de Changuinola, no ocidente do Panamá, concordou em finalizar a greve que mantinha há onze dias e analisam suspender a greve geral convocada para amanhã, que envolveria todos os setores A decisão foi adotada depois que o governo aceitou suspender temporariamente uma parte da polêmica Lei 30 que modifica várias normas trabalhistas.

O dirigente Rafael Chavarría, da Confederação de Trabalhadores da República do Panamá (CTPR), disse hoje (13/7) a uma rádio local que o tema será levado a “consulta”, posicionamento semelhante ao de Pedro Franco, da Coordenadoria Nacional de Unidade do Magistério (Conuma).

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A greve foi convocada em rechaço à Lei 30, que traz modificações trabalhistas, penais e ambientais, e em respaldo aos empregados do setor bananeiro, em conflito com as autoridades.

Antes de decidir suspender o protesto, que durou onze dias, os professores haviam chamado a classe a partilhar da greve nacional, com a paralisação das aulas a partir de amanhã. Em oposição, a ministra da Educação, Lucy Molinar, assegurara que “amanhã haverá aulas”, apesar de ter admitido que algumas escolas poderiam ser fechadas.

Chavarría e Franco indicaram que há contradições entre o acordo que poria fim ao conflito e as declarações do presidente panamenho, Ricardo Martinelli, que ontem rechaçou derrubar a Lei 30, que traz modificações trabalhistas, penais e ambientais.

O acordo assinado após dois dias de diálogo prevê a suspensão de três artigos da lei que restringem direitos sindicais e do exercício de greve até que se chegue a um “acordo nacional” sobre o tema, em um prazo não superior a 90 dias, diz o texto do acordo assinado na noite do domingo em Changuinola, na província de Bocas del Toro, onde ocorreram violentos enfrentamentos entre funcionários do setor bananeiro e policiais.

Ontem, o presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, disse que não derrubaria a Lei 30.

“A lei não vai ser derrogada e será interpretada tal e qual indica a normativa, porque não afeta os direitos trabalhistas”, disse, neste domingo, segundo o jornal local La Prensa.

Mesmo com o fim da greve geral e com o anúncio de um acordo, sindicalistas panamenhos disseram temer a possibilidade de serem presos pelo governo. O ministro de Segurança, José Raúl Mulino, garantiu que seu departamento não emitiu ordens para a prisão de dirigentes.

Pelo menos duas pessoas morreram nos últimos dias nos enfrentamentos entre trabalhadores e a polícia, segundo dados oficiais. O sindicato, no entanto, afirma que cinco pessoas morreram, 105 ficaram feridos e 115 foram presos.

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Após onze dias de protestos, panamenhos suspendem greve

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