Após onda de violência, “camisas vermelhas” pedem fim dos tiros para iniciar diálogos políticos
Após onda de violência, “camisas vermelhas” pedem fim dos tiros para iniciar diálogos políticos
Pelo menos mais oito pessoas morreram e dez ficaram feridas neste sábado
(15/5), na Tailândia, durante confronto entre os opositores “camisas
vermelhas” e as forças de segurança de Bangcoc. Desta forma, o número
de mortos em embates sobe para 21 nas últimas 24 horas, o que levou
representantes da organização a pedir ao governo que o exército pare de
atirar.
“Exigimos que o exército deixe de disparar e que retire a tropa
imediatamente para evitar mais mortes. Então poderemos estudar as
exigências políticas”, disse Natthawut Saikura, um dos chefes dos
manifestantes, segundo a agência espanhola de notícias Efe.
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As mortes do último confronto aconteceram durante tiroteios nos acessos
norte e sul da zona ocupada pelas “camisas vermelhas”, em Bangcoc.
Diante da onda de manifestações e violência, as forças de segurança têm
licença para disparar e se defender dos tiros e granadas utilizadas
pelos opositores.
A retomada dos conflitos intensos se deu na quinta-feira (13/5) após o
assessor militar da organização opositora, o general Khattiya
Sawasdipol, ser baleado na cabeça enquanto dava uma entrevista à
imprensa estrangeira em um cruzamento de ruas. Segundo os médicos,
Sawasdipol agora se encontra em coma profundo.
Desde então, ao menos 160 pessoas ficaram feridas de acordo com o Centro
de Emergências Erawan, que coordena a assistência nos hospitais da
capital.
Acordo denunciado
Há dois meses, os conflitos começaram com a exigência das “camisas
vermelhas” de que o governo dissolva o atual parlamento e convoque novas
eleições.
No início de maio, as autoridades propuseram a realização de eleições
para novembro com a condição de os manifestantes desocuparem o distrito
financeiro de Bangcoc, onde montaram seus acampamentos desde o início
dos protestos.
Como a exigência não foi atendida, o governo voltou atrás na
quarta-feira (12/5) cancelou o pleito e denunciou o acordo. Além disso,
as autoridades chegaram a ameaçar cortar a água do acampamento, para
forçar os manifestantes a saírem.
Desde o início dos protestos, ao menos 41 pessoas morreram e cerca de
1.400 ficaram feridas em explosões de granadas, tiroteios e
enfrentamentos entre tropas e manifestantes.
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