Segunda-feira, 27 de abril de 2026
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Pelo menos mais oito pessoas morreram e dez ficaram feridas neste sábado
(15/5), na Tailândia, durante confronto entre os opositores “camisas
vermelhas” e as forças de segurança de Bangcoc.  Desta forma, o número
de mortos em embates sobe para 21 nas últimas 24 horas, o que levou
representantes da organização a pedir ao governo que o exército pare de
atirar.

“Exigimos que o exército deixe de disparar e que retire a tropa
imediatamente para evitar mais mortes. Então poderemos estudar as
exigências políticas”, disse Natthawut Saikura, um dos chefes dos
manifestantes, segundo a  agência espanhola de notícias Efe.

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As mortes do último confronto aconteceram durante tiroteios nos acessos
norte e sul da zona ocupada pelas “camisas vermelhas”, em Bangcoc.
Diante da onda de manifestações e violência, as forças de segurança têm
licença para disparar e se defender dos tiros e granadas utilizadas
pelos opositores. 


A retomada dos conflitos intensos se deu na quinta-feira (13/5) após o
assessor militar da organização opositora, o general Khattiya
Sawasdipol, ser baleado na cabeça enquanto dava uma entrevista à
imprensa estrangeira em um cruzamento de ruas. Segundo os médicos,
Sawasdipol agora se encontra em coma profundo.

Desde então, ao menos 160 pessoas ficaram feridas de acordo com o Centro
de Emergências Erawan, que coordena a assistência nos hospitais da
capital.

Acordo denunciado

Há dois meses, os conflitos começaram com a exigência das “camisas
vermelhas” de que o governo dissolva o atual parlamento e convoque novas
eleições.

No início de maio, as autoridades propuseram a realização de eleições
para novembro com a condição de os manifestantes desocuparem o distrito
financeiro de Bangcoc, onde montaram seus acampamentos desde o início
dos protestos.

Como a exigência não foi atendida, o governo voltou atrás na
quarta-feira (12/5) cancelou o pleito e denunciou o acordo. Além disso,
as autoridades chegaram a ameaçar cortar a água do acampamento, para
forçar os manifestantes a saírem.

Desde o início dos protestos, ao menos 41 pessoas morreram e cerca de
1.400 ficaram feridas em explosões de granadas, tiroteios e
enfrentamentos entre tropas e manifestantes.

Após onda de violência, “camisas vermelhas” pedem fim dos tiros para iniciar diálogos políticos

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