Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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O governo de Israel, comandado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu desde fevereiro de 2009, está prestes a aprovar lei polêmica e concretizar uma grande vitória política ao seu principal parceiro de coligação, o partido Yisrael Beitenu, de Avigdor Lieberman, atual ministro de Assuntos Exteriores. 

A proposta é uma emenda à lei de cidadania israelense. Se confirmada, obrigará a dar cidadania a todos que jurarem lealdade ao “Estado judeu e democrático” de Israel. Toda a campanha de Lieberman e de seu partido teve como carro-chefe a lei do juramento para os não-judeus.

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A promessa de campanha ainda está a alguns passos de ser concretizada, pois agora, após a aprovação da lei no gabinete de governo, no último dia 10 de outubro, Netanyahu tem dificuldades em conseguir a maioria para a aprovação do Knesset, segundo e último passo para que ela comece a valer. O jornal local Haaretz informou, na edição online desta quarta-feira (20/10),  que dos 120 votos do Knesset, a lei receberia aprovação de apenas 56 membros, segundo pesquisa.

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O entrave não vem dos partidos árabe-palestinos ou da esquerda israelense, que além de fazer barulho e protestos, têm pouca representatividade – Chegam no máximo a 12 votos no Congresso.  Mesmo assim as manifestações contra fizeram com que Netanyahu promovesse uma mudança, de pouco efeito prático, mas que lhe custaram os votos de sua própria coligação para efetivar a aprovação. Na sucessão do primeiro-ministro, a lei não seria aplicada apenas a não-judeus, mas também a judeus que pedissem cidadania.

Dentro do Knesset, o que os pequenos partidos de esquerda podem fazer é aproveitar-se dessa divergência no governo de Netanyahu. Em entrevista ao OperaMundi, Abed Qanaaneh, assistente parlamentar do Deputado Dov Hanin (do partido Comunista Hadash), diz que muitos aliados do primeiro-ministro se recusam a votar na nova versão da lei. “O United Torah foi contra a mudança, pois para eles os judeus não precisam jurar a um Estado democrático e judeu, pois acreditam na Lei do Retorno a todos os judeus e que sua Constituição é a Torah”.

Qanaaneh diz ainda que o Partido Trabalhista e alguns membros do Likud são contra a lei em qualquer um de seus formatos. “Eles acreditam que pode colocar em perigo a democracia israelense. Então mesmo membros da direita, como Benny Begin, antigo primeiro-ministro de Israel, votam contra. O que podemos fazer é convencê-los de que a lei é ruim para a democracia de Israel”.

Cabe agora a Netanyahu aparar as arestas e os mal-entendidos em meio aos partidos que o apoiam para aprovar uma lei extremamente polêmica. “O problema para o primeiro-ministro é que a maioria dos que protestaram nas ruas de Tel Aviv não são palestinos, mas judeus que marcharam contra essa lei racista”, diz Qanaaneh. 

Com esse problema de última hora, Netanyahu só a colocará para votação com a certeza de sua aprovação. Saher Abo Dbai, assistente parlamentar de Mohammed Barrakeh (também do partido Hadash), disse ao OperaMundi que acredita que isso só deverá ocorrer em duas semanas. “Hoje o governo ainda não colocou a lei para votação, pois não tem os votos suficientes” Semana que vem, o Knesset estará em votação do orçamento, o que deve prorrogar mais uma semana. Lieberman terá que esperar um pouco mais para cantar vitória.  

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Após mudança, Netanyahu enfrenta dificuldades entre aliados para aprovar lei de lealdade ao Estado Judeu

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