Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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O governo de Honduras decidiu cancelar a repatriação dos cidadãos do país vítimas da chacina que deixou 72 mortos no estado de Tamaulipas, no México.

A informação foi confirmada nesta quinta-feira (2/9) pelo chanceler Mario Canahuati, citado pelo jornal local La Prensa. De acordo com a publicação, a decisão foi tomada após quatro dos 16 corpos repatriados terem sido enviados equivocadamente.

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Na quarta-feira, as 16 primeiras vítimas identificadas como hondurenhas, foram recebidas por familiares e pelas autoridades em Tegucigalpa. Contudo, segundo o ministro, “houve cadáveres enviados erroneamente”, pois “não correspondiam” às pessoas cujos nomes foram divulgados. Outros seis corpos seriam enviados nos próximos dias, cinco deles já estariam “pré-identificados” e deveriam chegar entre amanhã e o fim de semana.

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Atrasos

Os 56 corpos que continuam no México foram enviados nesta quinta-feira (2/9) à capital para análises das autoridades legistas. Até o momento, foi confirmada a presença de um brasileiro entre os mortos: o corpo de Juliard Aires Fernandes, mineiro de Uberlândia que morreu aos 20 anos, poderia ser liberado ainda nesta quinta-feira (2/9).

A demora nas identificações acontece porque a localidade onde ocorreu a chacina não tem espaço nem equipamentos para agilizar o processo. O crime chocou o país e também a comunidade internacional, e teve forte repercussão na mídia.

De acordo com a versão de um dos dois sobreviventes, o equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, o primeiro a ser encontrado com vida, as execuções foram cometidas por criminosos do cartel Los Zetas, um dos mais violentos do México. As vítimas, imigrantes ilegais que pretendiam ingressar nos Estados Unidos, foram assassinadas por não aceitarem trabalhar para o grupo de traficantes.

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Após erro, Honduras suspende repatriação de imigrantes mortos no México

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