Sábado, 16 de maio de 2026
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A cidade de Porto Prínce começa a reagir à onda de violência dos últimos dias. As atividades econômicas não pararam, mas quase não haviam carros pelas ruas. Na sexta-feira (10/12), o clima era de tensão e expectativa. O pó negro dos pneus queimados durante as manifestações cobria o chão.

“As pessoas têm medo de sair de casa”, afirmou, em entrevista ao Opera Mundi, Giselle, uma senhora que vende laranjas no bairro de Petion-ville, onde houveram enfrentamentos entre manifestantes e a polícia. “Eles não querem que automóveis sejam queimados, têm medo de sofrer violência, mas a situação está se acalmando”.  Os resquícios da violência, porém, são nítidos: árvores nos chãos utilizadas para fazer barricadas, carros incendiados, janelas e portas de bancos quebrados.

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Frederico Mastrogiovanni/Opera Mundi



Os resquícios da violência ainda são evidentes ns ruas, nem por isso a população deixa de voltar à rotina

Para garantir a segurança, uma brigada nigeriana foi designada pela  Minustah para patrulhar a região. “Nos chamam quando as pessoas perdem o controle. Eles nos tratam como irmãos, um haitiano não me ve como um soldado da Minustah”, contou o responsável do grupo de nigerianos em Petion-ville, o sargento M. Waziri.

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“Durante os enfrentamentos com os colegas da Minustah paquistanesa nós chegamos para apoiar os haitianos. Um colega nigeriano chegou a ser atingido com uma pedra por engano e o homem que havia jogado a pedra veio se desculpar. Ele disse que tinha se equivocado, que não quería machucar um irmão e que a pedra era para atingir os paquistaneses. Nós sabemos que é uma coisa diferente. Não precisamos usar armas”, contou.

Frederico Mastrogiovanni/Opera Mundi



Após enfrentamentos e manifestações, a população haitiana reage à onda de violência

A atual situação aparente de calma deve-se também ao tempo. Após as declarações do Conselho Eleitoral Provisório, que anunciou na sexta-feira (11/12) que irá verificar os resultados preliminares das eleições, divulgados na quarta-feira (9/12) a noite, a população haitiana está reagindo à noticia com a diminuição da violência. A data mais provável para conhecer os novos resultados das eleições é dia 20 de dezembro, dia em que se esperam novos conflitos. As organizações internacionais estarão de prontidão para emergências. Provavelmente, a partir desta data o aeroporto será fechado e a comunicação com país será dificultada.

No entanto, o fato de toda a população saber que vão haver novas dificuldades não impede que a vida dos haitianos volte a normalidade. Nos mercados volta-se a aumentar o volume da compa, música típica do Haiti que se ouve em cada esquina, em cada bairro, em cada casa com a esperança de que tudo se normalizará.

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Após eleições e onda de violência, haitianos voltam à rotina

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