Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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O presidente da Bolívia, Luis Arce, enviou nesta segunda-feira (22/05) uma carta ao papa Francisco pedindo o acesso da Justiça boliviana aos arquivos eclesiásticos sobre casos de pedofilia cometidos por membros do clero no país latino. 

“Sabendo que a Igreja Católica, sob seu comando, realizou inquéritos sobre episódios de abusos sexuais contra crianças e adolescentes em diversas partes do mundo, peço que nossa Justiça possa ter acesso a todos os arquivos, documentos e informações referentes a denúncias de abusos sexuais cometidos por sacerdotes e religiosos católicos em território boliviano“, diz o documento.

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A carta ressalta ainda que a Bolívia “se reservará o direito de admitir novos padres, na espera de um novo acordo de relações sobre esse tema com a Santa Sé”.

No documento, o presidente boliviano também pediu a realização de uma verificação conjunta dos antecedentes dos padres estrangeiros que atuam no país sul-americano. Segundo ele nenhum padre com tais antecedentes deve atuar como educador ou guia espiritual. 

Arce expressou seu repúdio a essas ações dos padres católicos e declarou esperar que haja “justiça e que esses atos não sejam cometidos novamente usando a fé e a Igreja em busca da impunidade”.

Denúncias tornaram-se públicas depois da publicação de um diário do falecido padre Alfonso Pedrajas, no qual confessava ter abusado de pelo menos 85 menores

Twitter/Luis Alberto Arce Catacora (Lucho Arce)

Arce expressou repúdio aos crimes dos padres católicos e declarou esperar que haja "justiça"

As denúncias sobre casos de pedofilia na Bolívia tornaram-se públicas depois que o jornal espanhol El País publicou um diário do falecido padre espanhol Alfonso Pedrajas, no qual ele confessava ter abusado sexualmente de pelo menos 85 menores e adolescentes, a maioria no Colégio Juan XXIII de Cochabamba, cidade no centro da Bolívia.

Com um projeto e lei no país para combater a impunidade nos crimes sexuais contra crianças e adolescentes, nove padres estão sendo investigados, incluindo Pedrajas, Luis María Roma e Alejandro Mestre. No entanto, diversos dos réus já morreram e apenas um está sob custódia da polícia.

Segundo as investigações, quase todos os casos conhecidos foram relatados na época, mas as autoridades da Igreja Católica optaram por proteger os agressores.

A ministra da Presidência boliviana, María Nela Prada,  condenou que os crimes tenham sido encobertos pela Igreja Católica com o argumento de “proteger as instituições religiosas”.

Além disso, Prada também declarou que o projeto de lei do governo propõe a formação de uma “Comissão da Verdade” para investigar os casos de pedofilia e punir os responsáveis.

(*) Com Ansa e TeleSUR