Sábado, 16 de maio de 2026
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O espaço aéreo espanhol foi reaberto depois de o governo de José Luis Rodríguez Zapatero decretar “estado de alerta”, colocando fim dessa maneira a greve dos controladores por questões trabalhistas. Quase 24 horas depois de paralisação, o Ministério Espanhol de Fomento anunciou a abertura dos céus espanhóis ao tráfego aéreo.

Para isso foi necessário que o Executivo repasse o controle aéreo aos militares e adotasse uma decisão sem precedentes na Espanha democrática ao decretar o “estado de alerta”, medida aprovada no Conselho de Ministros extraordinário que aprovou o decreto-lei assinado pelo rei Juan Carlos em Mar del Plata, onde participa da Cúpula Ibero-Americana.

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Após a queda de braço com o governo, ao ausentar-se em massa na tarde de sexta-feira de seus postos de trabalho em rejeição à nova regulamentação de carga horária trabalhista logo após a aprovação do Executivo, os controladores retornaram nesta tarde ao trabalho.

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Segundo o organismo responsável pelos aeroportos espanhóis (Aena), os serviços em todos os centros e torres de controle começaram a retornar a normalidade.

Aena entrou em contato com as companhias aéreas para que estas comecem a fazer seus planos de voo depois de que a maior parte delas adiasse até as 6h no horário local (3h de Brasília) de domingo o reinício das atividades.

Como precaução, o gerente aeroportuário espanhol pediu aos passageiros que liguem para as companhias aéreas antes de seguirem para os aeroportos.

Os controladores começaram a retornar aos postos após a entrada em vigor do “estado de alerta”, que, segundo explicou o primeiro vice-presidente do Governo espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, representa que “em caso de não apresentarem-se ao trabalho estariam incorrendo em delito de desobediência, previsto no código civil-militar” e passível de prisão.

“É evidente que estamos diante de trabalhadores que se abusaram de sua posição preeminente no controle aéreo, porque sabem que são praticamente únicos no cumprimento de suas funções, e estão defendendo alguns privilégios intoleráveis que o Governo não pode aceitar e não vai aceitar”, afirmou o vice-presidente, quem classificou de “chantagem” sua atuação.

O primeiro vice-presidente pediu novamente desculpas aos cidadãos pelos problemas causados pela greve no começo de um ferido prolongado na Espanha.

Segundo o ministro de Fomento, José Blanco, responsável pelos aeroportos, foram abertos expedientes disciplinares aos controladores que abandonaram maciçamente seus postos de trabalho.

“Tomamos medidas sem precedentes diante da chantagem sem precedentes em nossa democracia”, disse em declarações à “TVE” e à cadeia de rádio “SER”.

O Partido Popular (PP), o principal da oposição na Espanha, criticou através de um de seus porta-vozes, Esteban González Pons, a atuação do Executivo e questionou: “Se sabia o que podia ocorrer, por que aprovou um decreto conflituoso para o coletivo de controladores às vésperas de um feriado prolongado?”.

Milhares de pessoas estavam prontas, sexta-feira à tarde, para viajar no ferido prolongado, por ocasião do aniversário da Constituição na próxima segunda-feira e da Imaculada, na quarta-feira, quando foram surpreendidas pela greve dos controladores.

Muitas delas se viram presas dentro de aviões que não conseguiam aterrissar ou permaneceram horas nas pistas. O fechamento dos céus espanhóis alterou o tráfego aéreo na Europa e repercutiu sobre outras zonas, como América. Vários voos procedentes do outro lado do Atlântico tiveram de ser desviados para Portugal. Ao todo, segundo Aena, 600 mil pessoas foram afetadas pela greve dos controladores.

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Após decreto de estado de alerta, espaço aéreo espanhol é reaberto

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