Após aprovação da reforma, franceses concentram manifestações contra Sarkozy
Após aprovação da reforma, franceses concentram manifestações contra Sarkozy
Um dia após o Parlamento francês aprovar definitivamente a reforma da previdência, manifestantes e sindicalistas foram novamente às ruas. Desta vez, porém, os apelos são feitos diretamente ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, em quem pretendem concentrar a sua atenção para pedir que não promulgue a lei.
Conscientes de que nesta quinta-feira (28/10) o número de pessoas nas ruas foram menores do que os outros dias, os líderes das organizações que protestam contra a reforma pretendem mudar a estratégia e fazer de Sarkozy o novo alvo das manifestações.
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Segundo o Ministério do Interior, cerca de 560 mil pessoas fizeram manifestações em toda a França, menos da metade das duas maiores mobilizações de outubro, que reuniram, no dia 12, 1,2 milhão e, no dia 19, 1,1 milhão de pessoas, segundo mesma fonte.
Os sindicatos, porém, informaram que as 270 manifestações realizadas somaram “quase 2 milhões de manifestantes”.
A defasagem, segundo o líder da Frente Obrero (FO), Jean-Claude Mailly, se deu em razão não apenas do cansaço dos manifestantes, mas pelo reflexo do início das férias escolares.
Segundo a rede de notícias TeleSur, o líder do sindicato da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Bernard Thibault, admitiu que a convocação dos manifestantes nesta quinta-feira (28/10) foi mais modesta que dos últimos dias e ressaltou que o objetivo das manifestações não é “bater recordes” e sim manter um bom numero de pessoas engajadas nos protestos.
Diante disso, o objetivo agora, de acordo com seu colega da Confederação Francesa Democrática do Trabalho, Francois Chéreque, é “pressionar Sarkozy para que ele entenda que tem uma decisão institucional a tomar” e deve fazê-la levando em conta o que a população francesa diz.
Segundo pesquisa publicada nesta quinta-feira, 65% dos franceses ainda defendem a mobilização. Para o dia 6 de novembro, os sindicatos convocaram outro dia de ação com o apoio da opinião pública e dos sindicatos dos setores da energia e transportes.
Durante os protestos, 12 refinarias já foram bloqueadas no país causando grave escassez de gasolina e asfixiando a economia. Metade delas ainda estão paralisadas nesta quinta-feira ou com atividade reduzida. A situação melhorou nos postos de gasolina, com uma bomba em cada cinco com falta de combustível.
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