Terça-feira, 28 de abril de 2026
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A Justiça peruana concedeu nesta terça-feira (25/5) liberdade condicional à norte-americana Lori Berenson, que cumpriu 15 dos 20 anos de prisão a que foi condenada pelo crime de terrorismo, por seu envolvimento com o MRTA (Movimento Revolucionário Tupac Amaru).

A juíza Jessica León Yarango comunicou, em sessão pública, a decisão e ordenou a imediata libertação da norte-americana, mas não está claro se ela poderá deixar a prisão nesta segunda-feira mesmo. A resolução impede Lori de deixar o Peru e ter contato com pessoas condenadas por terrorismo.

A norte-americana assinou a resolução judicial depois de comunicar seu total acordo sem sequer consultar seu advogado. Lori cumprirá o restante de sua pena no Peru, com a obrigação de comparecer periodicamente perante as autoridades judiciais, e se dedicará a trabalhos de tradução e estudos, segundo sua defesa.

A concessão de liberdade condicional à norte-americana foi precedida de polêmica, pois, em outubro, entrou em vigor uma lei que nega benefícios penitenciários a acusados por crimes de terrorismo.

Junto ao Sendero Luminoso, o MRTA foi um dos principais grupos guerrilheiros do Peru, mas abandonou totalmente a luta armada.

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Após 15 anos, Justiça peruana decide soltar americana 'terrorista'

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