Sábado, 9 de maio de 2026
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Diferentes organizações sociais guatemaltecas participaram de um protesto nesta terça-feira (21/02) para exigir que o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) do país mudasse seu parecer sobre a candidatura da líder indígena Thelma Cabrera, do Movimento pela Libertação dos Povos (MLP).

Cabrera era candidata à presidência da Guatemala pela coalizão entre o seu partido e o Comitê de Desenvolvimento Camponês (Codeca), que se levantava como uma das principais opções da esquerda dentro da disputa, mas o TSE decidiu rechaçar sua inscrição, em decisão anunciada no final de janeiro, alegando que esta não havia apresentado a documentação requerida [os partidos MLP e Codeca asseguram que possuem provas capazes de desmentir essa versão].

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Os protestos desta terça incluíram o bloqueio de rodovias e atos públicos em algumas das principais cidades da Guatemala. A manifestação na capital do país ocorreu nas proximidades da sede do TSE, que estava resguardada por forte aparato policial.

A Guatemala deve realizar eleições gerais no próximo dia 25 de junho, para eleger 160 deputados do Congresso unicameral, 340 autoridades municipais e 20 representantes do Parlamento Centro-Americano.

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Manifestantes exigiram que a justiça eleitoral do país volte atrás na decisão de rechaçar o registro de Thelma Cabrera para as presidenciais de junho

Erick Ávila / Prensa Libre

A ativista indígena Thelma Cabrera teve sua candidatura presidencial negada pelo TSE da Guatemala

No caso da eleição presidencial, a data corresponde apenas ao primeiro turno, que só será definitivo se algum candidato superar os 50% dos votos. Caso contrário, os dois mais votados deverão enfrentar o segundo turno em 20 de agosto.

Segundo as pesquisas, os dois candidatos com maiores chances na disputa são o diplomata Edmond Mulet, do partido de centro-direita Cabal, e a jornalista Sandra Torres, do partido socialdemocrata Une, os únicos que superam a casa dos 20% de intenções de voto.