Segunda-feira, 6 de abril de 2026
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Mais de 400 mil pessoas foram afetadas nas últimas horas por apagões no México, três dias após o fechamento da LyFC  (Companhia de Luz e Força do Centro) pelo governo. Nas áreas do Distrito Federal, como os estados de Puebla, Hidalgo e Estado do México, centenas de milhares de pessoas sofreram com a falta total ou cortes de luz e água por até 16 horas. 

Jorge Núñez/EFE



Ex-trabalhadoras protestam contra o fechamento da LyFC do lado de fora da sede das Nações Unidas na Cidade do México

O governo afirma que o motivo do desabastecimento são as fortes chuvas e sabotagens feitas pelos sindicalistas do SME (Sindicato Mexicano de Eletricistas), em protesto contra a decisão do presidente Felipe Calderón.

No entanto, a falta de mão de obra para dar continuidade ao funcionamento da LyFC é o maior motivo para os apagões. A CFE (Comissão Federal de Eletricidade) que, segundo o ministério de Energia é a única encarregada de substituir LyFC, já sofria com a escassez de funcionários e agora assumiu a carga de trabalho que era dos 44 mil empregados da LyFC. Além disso, os eletricistas da CFE não têm competência e conhecimento para operar as máquinas da LyFC.

Denúncia

O SME denunciou seqüestros de trabalhadores da LyFC feitos pela PFP (Policia Federal Preventiva). Segundo o sindicato oficial, os agentes da PFP estariam obrigando os eletricistas da LyFC a trabalhar à força para cooperar com a Comissão Federal de Eletricidade em estações que têm problemas de fornecimento de energia elétrica, devido à falta de trabalhadores, técnicos e eletricistas.

A Secretaria de Segurança Pública nega o fato veementemente. Genaro García Luna, titular da pasta, confirmou que a PFP e as forças federais estão se envolvendo apenas para assegurar a ordem e a segurança nas operações da CFE.


Demissões

O secretário do Trabalho, Javier Lozano, começou hoje o processo de demissão voluntária dos trabalhadores da LyFC, para o qual estabeleceu 20 centro de indenização. Lozano afirmou que aqueles que aderirem a esse procedimento receberão uma compensação adicional oferecida pelo governo.

O secretário disse que para as demissões serão destinados 200 mil pesos, retirados do orçamento da União. Lozano “advertiu” os trabalhadores que eles têm até dois anos para aderir ao programa.

Na página na internet e no centro de chamadas da secretaria, os funcionários podem consultar de “maneira confidencial” o total da indenização. Lozano garantiu que consultar o dado não implica “na renúncia a nenhuma ação legal”.

O ex-diretor da LyFC, Jorge Gutiérrez Vera, não receberá indenização por ter sido nomeado pelo presidente.

Apagões são registrados no México após fechamento de companhia de luz

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