Domingo, 3 de maio de 2026
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Johan Stiven Martínez, um menino colombiano de 12 anos, começou uma marcha de 70 quilômetros para pedir a liberdade de seu pai, o sargento Jose Libio Martínez, o refém mais antigo das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Acompanhado de 80 pessoas, Johan começou o protesto na noite da última sexta-feira (2/7). A iniciativa do menino não é inédita. Na última semana de maio de 2009, ele já havia andado 100 quilômetros com o mesmo objetivo: pedir que seu pai, em poder da guerrilha desde 1997, seja libertado.

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A marcha saiu de Pasto, capital do departamento de Nariño, na região sudoeste do país, até a cidade de Ancuya. A previsão de chegada é no próximo sábado (10/7), ao meio dia. De acordo com a agência de notícias espanhola Efe, 60% do terreno é asfaltado e o restante está em condições precárias, e há trechos em que é necessário caminhar entre as montanhas.

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Em entrevista coletiva concedida à imprensa local antes de começar a caminhada, Johan disse que gostaria de enviar um recado às Farc: “saibam que eu lutei muito pelo meu pai e continuarei lutando”. Ao lado de outros membros do exército, o sargento Jose Libio Martínez foi capturado em dezembro de 1997 durante uma ação da guerrilha de tomada da base militar de Patascoy.

A polícia colombiana estadual, a mãe de Johan e o professor Gustavo Moncayo, pai do sargento Pablo Emilio Moncayo acompanham o menino. Gustavo, conhecido como “El caminante por la paz”, fez uma caminhada de mais de mil quilômetros em 2007 para pedir a libertação do filho, solto em março deste ano, após passar 12anos no cativeiro.

As Farc ainda mantêm 19 reféns que são membros da polícia ou do exército colombiano. Para negociar, pedem a libertação de aproximadamente 500 membros da guerrilha que estão presos na Colômbia e nos Estados Unidos.

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Aos doze anos, filho de refém mais antigo das Farc faz marcha para pedir libertação do pai

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