Sábado, 16 de maio de 2026
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A ativista de direitos humanos uruguaia María Esther Gatti, fundadora da Associação de Mães e Familiares de Uruguaios Presos durante a última ditadura militar do país (1973-1985), faleceu neste domingo (5/11) ao 92 anos, informou o Museu da Memória em comunicado .

“María Esther lutou incansavelmente pela aparição de sua filha, María Emilia Islas, seu genro, Jorge Zaffaroni, e sua neta Mariana Zaffaroni, sequestrados e desaparecidos na Argentina no dia 27 de setembro de 1976, durante a Operação Condor”, consta no comunicado da entidade.

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A Operação Condor foi uma aliança entre os regimes militares da América do Sul — Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai — criada com o objetivo de coordenar a repressão a oposicionistas dessas ditaduras instaladas no Cone Sul.

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Uma das lutas de María Esther foi para saber do paradeiro de sua neta Mariana, sequestrada quando tinha apenas 18 meses. Depois de muito tempo procurando, finalmente localizou a neta em 1992 e consegui a restituição de sua identidade e o processo dos sequestradores.

Além da busca pela neta, a ativista ficou conhecida pela campanha pela anulação da Ley de Caducidad, como é chamada no Uruguai a medida que anistiu os agentes da repressão da ditadura.

“Não se pode perder jamais a esperança e muito menos a vontade de lutar”, disse María Esther em março deste ano ao comemorar a inauguração de uma biblioteca e o aniversário de 35 anos de Mariana. Até o fim de sua vida, ela buscou o paradeiro de sua filha María Emília.

Seu corpo será velado entre hoje e amanhã na Universidade da República em Montevidéu, segundo o site de notícias uruguaio Observa.

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Aos 92 anos, morre a ativista de direitos humanos uruguaia María Esther Gatti

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