Ao menos 15 civis e um militar morreram após protestos em cidade síria
Ao menos 15 civis e um militar morreram após protestos em cidade síria
Protestos deixam 15 civis e um soldado mortos em cidade síria
Pelo menos 16 pessoas, entre elas um soldado, morreram nesta quarta-feira (23/03) durante os protestos ocorridos na cidade de Deraa, no sul da Síria, segundo fontes de uma ONG e de um site de oposição ao governo local.
A página, Akhbar al Sharq, que cita testemunhas, informou que entre 15 a 18 pessoas perderam a vida quando as forças de segurança sírias tentaram dispersar as pessoas presentes ao funeral de outras vítimas fatais,que teriam sido mortas em outras manifestações ocorridas na cidade.
Segundo o site, a polícia fez disparos e lançou gás lacrimogêneo contra os presentes ao funeral, causando pelo menos três mortes, entre eles uma menina de 11 anos.
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Em relação ao militar morto, um membro do Observatório Sírio de Direitos Humanos disse à Agência Efe que foi atacado por seus colegas ao se negar a atacar a mesquita de Al Umari, em Deraa, na qual estariam refugiados cerca de 300 manifestantes.
A página também afirma que as forças de segurança usaram projéteis que abriram um enorme buraco na mesquita para poderem entrar no edifício.
Na noite anterior, terça-feira, ocorreu um ataque próximo à mesquita contra uma ambulância. Pelo menos quatro pessoas moreram, segundo a agência de notícias Sana, que atribuiu a agressão a um grupo armado.
No entanto, o Akhbar el Sharq ofereceu uma versão totalmente diferente, culpando as forças de segurança pelas mortes. Para o site, elas teriam disparado contra cerca de mil manifestantes que se concentravam na frente da mesquita. Seis pessoas teriam morrido.
Nos últimos dias houve protestos em várias regiões da Síria. Entretanto, Deraa é o principal foco dos protestos a favor de reformas políticas. O país era um dos poucos na região a não ter sido contagiado pela onda de manifestações pedindo uma maior abertura política, como as ocorridas na Tunísia, Egito, Líbia, Bahrein, Argélia e Iêmen.
A Síria vive desde 1963 sob lei de emergência, que impede a convocação de manifestações públicas.
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