Terça-feira, 12 de maio de 2026
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As eleições presidenciais marcadas para 17 de março de 2024 serão realizadas nas quatro regiões ucranianas anexadas por Moscou, anunciou a Comissão Eleitoral da Rússia nesta segunda-feira (11/12)

A decisão foi unânime após consultas com o Ministério da Defesa, o Serviço Federal de Segurança (FSB) e os chefes dos governos separatistas de Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson, segundo a agência russa Tass

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As quatro regiões são controladas parcialmente pela Rússia, que realizou em setembro de 2022 referendos sobre as anexações dessas zonas. 

Por outro lado, a Ucrânia condenou a intenção de Moscou em organizar a votação nos territórios. O Ministério dos Negócios Estrangeiros do país disse que qualquer votação deste tipo seria “nula e sem efeito”, ameaçando também que quaisquer observadores internacionais enviados para monitorar as eleições russas “enfrentariam responsabilidade criminal”.

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Decisão inédita de englobar Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson ao processo eleitoral foi acatada em unanimidade; ainda sob controle limitado, autoridades russas trabalham contra obstáculos logísticos e de segurança nos territórios

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As eleições presidenciais russas serão realizadas nas quatro regiões ucranianas anexadas por Moscou

A capacidade da Rússia em realizar as votações nos que chama de “novos territórios” é politicamente importante para o Kremlin, mas levanta desafios logísticos e de segurança devido ao controle limitado do país nas áreas, no meio de uma guerra que ainda está em curso, desde fevereiro de 2022.

Na sexta-feira (08/12), o presidente Vladimir Putin, de 71 anos, confirmou sua candidatura para 2024, sendo portanto a quinta vez que concorre à liderança da Rússia.

Levando em consideração as reformas constitucionais do país, o atual líder de Kremlin é elegível para mais dois mandatos de seis anos. Sua gestão expira no próximo ano e, caso seja reeleito mais duas vezes, o presidente poderá se manter no poder até 2036.

Putin comanda a Rússia desde agosto de 1999, quando se tornou premiê na presidência de Boris Yeltsin. Desde então, tem se alternado nos cargos de primeiro-ministro e presidente, em meio a eleições muito contestadas pela oposição.

(*) Com Ansa